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Singapura lança primeiro ‘passaporte digital de plástico’ do mundo
Programa promete transformar resíduos em valor económico e abrir caminho para uma nova era de rastreabilidade global.
19 Set 2025 - 09:36
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Foto: Freepik
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O Governo de Singapura, em colaboração com o seu centro nacional de investigação ASTAR e a empresa tecnológica SMX, lançou aquele que diz ser o primeiro programa nacional do mundo para um ‘passaporte digital de plástico’.
O programa assenta num sistema que marca plásticos ao nível molecular, criando uma identidade digital que acompanha cada material desde a produção até à reciclagem.
O avanço corrige uma falha estrutural que há décadas limita os sistemas de reciclagem, excessivamente focados em embalagens alimentares de PET, deixando de fora polímeros industriais, resinas automóveis, têxteis e componentes eletrónicos. Com a tecnologia da SMX, cada item passa a ter uma pegada digital inviolável, permitindo comprovar em tempo real a autenticidade, o teor reciclado e a cadeia de custódia, explica a empresa num comunicado divulgado à imprensa.
O programa será implementado por fases. Nomeadamente, na fase 1, a arrancar no primeiro trimestre de 2026, serão tratadas mais de 5.000 toneladas de plásticos pós-consumo, em ambiente semi-industrial. Já no segundo trimestre de 2027, será feita a demonstração comercial em escala total, alinhada com as novas exigências de responsabilidade alargada do produtor em Singapura.
A inovação vai além do rastreamento. Cada quilograma de plástico reciclado certificado pela SMX poderá ser convertido em Plastic Cycle Token (PCT) – um ativo digital auditável, concebido para ser transacionável, transparente e verificável, distinguindo-se dos créditos de carbono tradicionais.
O programa tem um alcance regional. Replicado no espaço da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que inclui 10 países, poderá desbloquear um mercado anual estimado em 4,2 mil milhões de dólares em materiais reciclados certificados e serviços de plataforma. Para empresas de bens de consumo, eletrónica e automóvel, onde a procura por resina pós-consumo verificada já ultrapassa a oferta, o modelo SMX-ASTAR representa não apenas cumprimento legal, mas também “uma vantagem competitiva”, refere a empresa.
Atualmente, Singapura gera cerca de 957 mil toneladas de resíduos plásticos por ano, dos quais apenas 6% são reciclados.
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