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TotalEnergies lança projeto de energia integrada no Iraque

Empresa francesa investe em tratamento de água do mar e expansão do campo petrolífero de Ratawi. Conjunto de iniciativas, que inclui também solar e gás, deverá reforçar independência energética do país e criar milhares de empregos locais.

15 Set 2025 - 15:42

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Foto: Freepik

Foto: Freepik

A francesa TotalEnergies anunciou no domingo, em Bagdade, o arranque da construção de dois projetos estratégicos no país: o Projeto Comum de Abastecimento de Água do Mar (CSSP) e o desenvolvimento completo do campo petrolífero de Ratawi. Com estas adjudicações, todas as quatro componentes do Gas Growth Integrated Project (GGIP) – gás, petróleo, solar e água – entram oficialmente em fase de execução.

A cerimónia contou com a presença do primeiro-ministro iraquiano, Mohammed Shia al-Sudani, do ministro do Petróleo, Hayan Abulghani, do presidente executivo da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, e do homólogo da QatarEnergy, Saad Sherida Al-Kaabi. O consórcio é liderado pela TotalEnergies (45%, operadora), em parceria com a Basra Oil Company (30%) e a QatarEnergy (25%).

O CSSP será instalado perto da cidade portuária de Um Qasr e terá capacidade para processar e transportar 5 milhões de barris de água do mar por dia para os principais campos petrolíferos do sul do país.

O objetivo é substituir a água doce atualmente retirada do Tigre, do Eufrates e de aquíferos locais, reduzindo a pressão sobre recursos já escassos. Segundo a TotalEnergies, o projeto poderá libertar até 250 mil metros cúbicos de água por dia para irrigação e agricultura.

A reabilitação do campo de Ratawi, iniciada em 2023, deverá começar a produzir 120 mil barris por dia em 2026, na primeira fase. O desenvolvimento completo, cuja construção arranca agora, permitirá elevar a produção para 210 mil barris diários a partir de 2028, sem queima rotineira de gás.

Todo o gás associado será processado no Gas Midstream Project, já em construção, que terá capacidade de 8.495m³/d. Este sistema vai também aproveitar gás que até agora era queimado noutros dois campos do sul do Iraque, canalizando-o para a rede elétrica nacional. Estima-se que consiga gerar 1,5 GW de eletricidade, o suficiente para abastecer 1,5 milhões de lares iraquianos.

No total, o GGIP deverá mobilizar até 7 mil trabalhadores iraquianos durante a fase de construção. Para Patrick Pouyanné, trata-se de “contribuir de forma significativa para a economia” do país do Médio Oriente.

A primeira fase dos projetos de gás, petróleo e solar deverá entrar em funcionamento já em 2026.

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