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Tributação “distorcida” está a minar a segurança energética
Análise da Associação Europeia de Bombas de Calor conclui que os impostos sobre a eletricidade estão a penalizar a adoção de bombas de calor na Europa.
24 Set 2025 - 11:17
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Os governos estão a minar o papel das bombas de calor no reforço da segurança energética da Europa ao taxar a eletricidade mais do que o gás, indica uma análise da Associação Europeia de Bombas de Calor (EHPA, na sigla em inglês).
Segundo a EHPA, uma bomba de calor é competitiva quando o preço da eletricidade é o dobro do preço do gás ou inferior. O estudo mostra que oito dos 17 países analisados tributam a eletricidade pelo menos três vezes mais do que o gás. Todos estes países registaram, em 2024, vendas de bombas de calor reduzidas em relação à população. A Polónia cobra impostos sobre a eletricidade sete vezes mais do que sobre o gás e a Bélgica mais de seis vezes mais.
Em contrapartida, segundo a análise, a Suécia historicamente apoia a eletricidade e tributa combustíveis fósseis, além de sempre ter um alto uso de bombas de calor. A Irlanda, que ajustou seu imposto sobre energia nos últimos anos, apresenta crescimento na utilização desta tecnologia.
“Os líderes europeus precisam reforçar a segurança energética, substituindo o aquecimento por combustíveis fósseis por bombas de calor. Uma ferramenta fundamental à sua disposição é adaptar a forma como tributam as contas de luz. Qualquer futuro plano europeu de segurança energética deve pressionar os governos a reequilibrar a tributação da energia, para garantir que ela fortaleça a segurança energética em vez de prejudicá-la”, refere em comunicado Paul Kenny, diretor-geral da EHPA.
A Comissão Europeia identificou as bombas de calor como uma tecnologia relevante para reduzir as importações de gás russo e reforçar a competitividade industrial. Estima que a adoção desta tecnologia, juntamente com a eficiência energética doméstica, permita poupar 60 mil milhões de euros em importações de combustíveis fósseis até 2030. A EHPA calcula que, em 2024, as bombas de calor já evitaram o consumo de 24 mil milhões de metros cúbicos de gás.
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