3 min leitura
UE reduz em 13% importações de produtos energéticos no segundo trimestre
Dados do Eurostat mostram que, neste período, os EUA foram o maior parceiro nas importações de gás natural liquefeito e carvão. Já a Noruega destacou-se nas importações de gás natural no estado gasoso e óleos de petróleo.
23 Set 2025 - 10:00
3 min leitura
Foto: Freepik
- Aterro de Vila Real retoma atividade e receção de resíduos urbanos nesta sexta-feira
- Bruxelas abre investigação a apoio estatal romeno para central nuclear
- Portugal entre os países com mais plástico da pesca no mercado europeu
- Seguradores já pagaram 359 milhões de euros em indemnizações pelo mau tempo
- Powerdot e Uber firmam parceria para reduzir custos de carregamento de motoristas elétricos na Europa
- ERSE debate armazenamento de energia e desafios regulatórios
Foto: Freepik
O valor das importações da União Europeia (UE) de produtos energéticos diminuiu 13% no segundo trimestre de 2025 em comparação com o segundo trimestre de 2024, enquanto a quantidade permaneceu praticamente inalterada.
Dados do Eurostat revelam que, neste período, os Estados Unidos foram o maior parceiro das importações da UE de gás natural liquefeito e carvão. Já a Noruega foi o maior parceiro das importações da UE de gás natural no estado gasoso e óleos de petróleo.
A quota dos produtos energéticos nas importações totais da UE registou flutuações significativas, devido à forte volatilidade dos seus preços, atingindo um pico em 2022 de 22,8% das importações totais da UE. Seguiu-se uma descida em 2023 para 17,6 % e novamente em 2024 para 15,3 %. Além disso, no segundo trimestre de 2025, verificou-se uma diminuição de 2,5 pontos percentuais (pp) em comparação com o mesmo trimestre de 2024. A repartição por produtos mostra que, entre o segundo trimestre de 2024 e o segundo trimestre de 2025, as quotas do gás natural liquefeito (+0,6 pp) e do gás natural no estado gasoso (+0,1 pp) aumentaram, enquanto as quotas dos óleos de petróleo (-3,0 pp) e do carvão (-0,2 pp) diminuíram.
Principais fornecedores da UE
O Eurostat destaca que a invasão da Ucrânia pela Rússia levou a “mudanças significativas” na quota dos principais parceiros, devido a várias sanções que afetaram direta e indiretamente as importações de produtos energéticos.
No que diz respeito aos óleos de petróleo, a proibição da UE às importações marítimas de petróleo bruto russo entrou em vigor em 5 de dezembro de 2022, seguida pelo embargo aos produtos petrolíferos refinados a partir de 5 de fevereiro de 2023. O impacto destas medidas mostra que a Rússia já não figura entre os sete principais parceiros nos períodos apresentados. No segundo trimestre de 2025, a Noruega (15,2%), os Estados Unidos (14,2%) e o Cazaquistão (12,7%) eram os maiores parceiros.
A Noruega foi o maior fornecedor de gás natural no estado gasoso para a UE no segundo trimestre de 2025, com uma quota de 50,8%. Seguiram-se a Argélia (17,8%) e o Reino Unido (12,1%). Em comparação com o segundo trimestre de 2024, a quota da Noruega aumentou 7,2 pp. Em contrapartida, a quota da Rússia diminuiu 8,0 pp neste período.
No que toca ao gás natural liquefeito, no segundo trimestre de 2025, os Estados Unidos (57,7%) foram o maior fornecedor de gás natural liquefeito para a UE. Seguiram-se a Rússia (12,9%), a Argélia (7,4%) e o Qatar (7,1%). Em comparação com o segundo trimestre de 2024, a quota dos Estados Unidos aumentou 8,1 pp. Em contrapartida, as quotas da Rússia (-3,5%) e da Argélia (-3,7%) diminuíram neste período.
Quanto ao carvão, os Estados Unidos, com 35,3%, foram o maior fornecedor de carvão à UE. Seguiram-se a Austrália (33,2%) e a Colômbia (12,5%). Em comparação com o segundo trimestre de 2024, a quota da Colômbia aumentou 7,0 pp e a quota da Austrália diminuiu 6,9 pp neste período.
- Aterro de Vila Real retoma atividade e receção de resíduos urbanos nesta sexta-feira
- Bruxelas abre investigação a apoio estatal romeno para central nuclear
- Portugal entre os países com mais plástico da pesca no mercado europeu
- Seguradores já pagaram 359 milhões de euros em indemnizações pelo mau tempo
- Powerdot e Uber firmam parceria para reduzir custos de carregamento de motoristas elétricos na Europa
- ERSE debate armazenamento de energia e desafios regulatórios