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UE reduz emissões de gases com efeito de estufa em 40% desde 1990

Queda de 3% entre 2023 e 2024 confirma a tendência, impulsionada sobretudo pela transição energética e por políticas climáticas europeias. Ainda assim, as emissões do transporte rodoviário continuam a subir.

17 Abr 2026 - 14:22

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Foto: Freepik

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A União Europeia (UE) reduziu as suas emissões de gases com efeito de estufa em 40% desde 1990, com uma nova descida de 3% registada entre 2023 e 2024, segundo dados oficiais enviados à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas e analisados pela Agência Europeia do Ambiente (AEA). A evolução confirma uma tendência de redução nas últimas três décadas, ainda que com contibuições distintas entre setores.

O setor da produção de eletricidade e calor foi o principal responsável pela diminuição das emissões, com uma queda de 58% desde 1990. Esta redução reflete, sobretudo, a substituição progressiva de combustíveis fósseis mais poluentes por alternativas de menor intensidade carbónica. O uso de carvão, por exemplo, caiu para menos de um terço dos níveis de 1990, enquanto os combustíveis sólidos e líquidos registaram quebras de 68% e 86%, respetivamente. Já o gás natural aumentou 44% no mesmo período, embora as emissões associadas tenham recuado 18% nos últimos anos.

O crescimento das energias renováveis desempenhou um papel determinante, contribuindo para reduzir a intensidade de carbono na produção energética. Também o setor residencial apresentou quebras significativas, em grande parte devido a melhorias no isolamento dos edifícios, maior eficiência energética e invernos mais amenos, que diminuíram a necessidade de aquecimento.

A AEA diz que a trajetória descendente das emissões está fortemente associada a políticas europeias e nacionais, graças a medidas ambientais e agrícolas adotadas desde os anos 1990, bem como políticas climáticas e energéticas implementadas a partir de 2005. Entre estas, a agência destaca o Sistema de Comércio de Licenças de Emissão da União Europeia (CELE), que regula os setores mais intensivos em carbono, a par de instrumentos nacionais aplicados a áreas fora deste regime.

Apesar dos progressos, as emissões do transporte rodoviário aumentaram, tanto no transporte de passageiros como de mercadorias. Já os gases fluorados utilizados em refrigeração e ar condicionado, que tinham crescido até 2014, estão em queda há uma década, em resultado de medidas europeias de redução progressiva.

Outro sinal de preocupação vem das florestas europeias, cuja capacidade de absorção de carbono tem vindo a diminuir. O envelhecimento das massas florestais, o aumento da exploração e os impactos das alterações climáticas estão a reduzir o seu papel como sumidouro de carbono.

Segundo a análise da AEA, a redução global das emissões resulta de uma combinação de fatores: maior peso das renováveis, uso de combustíveis menos intensivos em carbono, melhorias na eficiência energética e transformações estruturais na economia. Quase todos os Estados-membros contribuíram para este resultado.

Ainda assim, os dados agora divulgados não incluem emissões da aviação e navegação internacionais, o que limita a comparação direta com a meta europeia para 2030, que prevê uma redução líquida de pelo menos 55% face a 1990 e integra parcialmente esses setores.

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