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165 mil toneladas de resíduos de elétricos e eletrónicos poluíram ambiente em Portugal em 2024
Associação ZERO alerta que estão a ser libertadas diariamente grandes quantidades de substâncias tóxicas para a saúde pública e natureza. Entidade propõe implementação de um sistema de depósito e reembolso para promover a recolha de resíduos.
14 Out 2025 - 10:35
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Em 2024, 165 mil toneladas de resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos (REEE) poluíram o ambiente em Portugal, de acordo com a última análise da associação ambientalista ZERO. O alerta indica que estão a ser libertadas diariamente grandes quantidades de substâncias tóxicas para a saúde pública e natureza. Como solução, a entidade propõe a implementação de um sistema de depósito e reembolso para promover a recolha destes resíduos.
Segundo dados das entidades responsáveis pela gestão dos REEE, citados pela ZERO, Portugal recolheu apenas 26% destes resíduos em 2024, quando estava obrigado a cumprir a meta comunitária de 65%.
“Os vários responsáveis que têm passado pelo Ministério do Ambiente, assim como a própria Agência Portuguesa do Ambiente, apesar de conhecerem esta realidade, nada fizeram ao longo de vários anos para promover a correta gestão destes resíduos, acabando mesmo por permitir que as entidades gestoras dos REEE, por eles licenciadas, funcionem com orçamentos muito baixos que impedem o desenvolvimento de uma boa rede de recolha”, acusa a associação em comunicado. A ZERO aponta ainda para um fechar de olhos contínuo para a existência de uma vasta rede de sucateiros ilegais no país, o destino final de maioria dos REEE.
As substâncias tóxicas libertadas pela descarga de REEE enunciadas pela associação incluem: PCB, que são cancerígenos; gases de refrigeração dos frigoríficos, que destroem a camada de ozono e contribuem para as alterações climáticas; plásticos com retardadores de chama, também cancerígenos; e outras como o mercúrio ou o vidro com chumbo.
A ZERO sugere a criação de um sistema de depósito e reembolso em que o consumidor pague um depósito na compra do equipamento novo para depois ser devolvido aquando da entrega de um equipamento velho equivalente. “Desta forma, seria garantido que a esmagadora maioria dos consumidores iria devolver os equipamentos quando chegavam ao fim de vida, evitando-se, assim, a atual libertação das substâncias prejudicais”, explica. A proposta já foi enviada ao Secretário de Estado do Ambiente.
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