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ACEA congratula-se com prorrogação do prazo para isentar taxas rodoviárias baseadas em CO2
Apenas dois Estados-membros concedem atualmente isenções totais, enquanto dez aplicam apenas taxas reduzidas aos camiões com emissões zero. Os restantes 15 Estados-membros não utilizam atualmente este instrumento.
08 Out 2025 - 14:56
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Foto: ACEA
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A Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA) congratula-se com a aprovação pelo Parlamento Europeu da prorrogação do prazo que permite aos Estados-membros isentar totalmente os camiões e autocarros com emissões zero das taxas de utilização rodoviária baseadas nas emissões de CO2. “Trata-se de um passo crucial para acelerar a transição para um transporte rodoviário neutro em termos climáticos”, refere a ACEA em comunicado.
No entanto, a implementação da ‘Eurovinheta’ em toda a Europa continua a ser irregular: apenas dois Estados-membros, segundo a ACEA, concedem atualmente isenções totais, enquanto dez aplicam apenas taxas reduzidas aos camiões com emissões zero. Os restantes 15 Estados-membros não utilizam atualmente este instrumento.
Segundo esta associação, as isenções totais de portagens para veículos com emissões zero (ZEV, na sigla em inglês) estão entre as medidas “mais eficazes e específicas” para melhorar a paridade de custos entre os ZEV e os veículos convencionais.
“O tempo está a passar rapidamente. Temos apenas 56 meses para aumentar dez vezes a quota de mercado dos camiões com emissões zero — dos atuais 3,5 % para, pelo menos, 35% até 2030. Por que razão pelo menos 15 Estados-membros ainda não estão a utilizar este instrumento?”, questiona Thomas Fabian, diretor comercial de Veículos Comerciais da ACEA.
Acrescenta que a Europa estabeleceu as metas de redução de CO2 “mais ambiciosas do mundo para os fabricantes de veículos, mas ainda não conseguiu, em grande parte, proporcionar as condições necessárias para tal. É incompreensível que nem todos os instrumentos políticos disponíveis estejam a ser implementados para que esta transição aconteça”.
A ACEA insta, por isso, os Estados-membros a agirem rapidamente assim que o Conselho Europeu adotar formalmente a proposta. Aqueles que ainda não introduziram taxas rodoviárias baseadas nas emissões de CO2 devem acelerar os seus planos de implementação sem demora.
Recorde-se que as metas de CO2 para 2030 exigem que os fabricantes reduzam em 45% as emissões médias de CO2 dos camiões novos, autocarros interurbanos e autocarros de turismo. Isto significa que cerca de 400 000 veículos pesados com emissões zero devem estar em funcionamento até lá.
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