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Agência Internacional de Energia reforça monitorização das políticas energéticas ligada à guerra no Irão
Plataforma passa a incluir políticas estruturais de longo prazo, mais países abrangidos e nova pesquisa por país ou região.
23 Mai 2026 - 14:41
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Foto: Magnific
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Foto: Magnific
A Agência Internacional de Energia (AIE) atualizou o seu Monitor de Políticas de Resposta à Crise Energética, uma ferramenta online que monitoriza as medidas adotadas pelos governos em resposta aos impactos no mercado energético provocados pelo conflito no Médio Oriente.
O conflito iniciado a 28 de fevereiro tem afetado significativamente o comércio de energia através do Estreito de Ormuz, causando a maior disrupção de abastecimento da história do mercado mundial de petróleo e limitando as exportações de gás natural da região.
A ferramenta centra-se em políticas do lado da procura, como medidas de conservação de energia e apoio aos consumidores, e não em iniciativas de aumento da oferta.
Com esta atualização, o ‘tracker’ passa também a incluir políticas estruturais de longo prazo, destinadas a reforçar a resiliência energética, como medidas de eficiência energética, eletrificação, reabilitação de edifícios e promoção de veículos elétricos. Até ao momento, cerca de 20 países adotaram este tipo de respostas.
A plataforma foi ainda alargada a 109 países e permite agora filtrar as medidas por país ou região, facilitando a análise comparativa das políticas adotadas.
Se pesquisarmos por Portugal, por exemplo, a ferramenta mostra que o país, no âmbito do apoio aos consumidores, adotou medidas como o aumento, durante três meses, do subsídio ao gás engarrafado solidário para os agregados familiares mais vulneráveis, bem como a introdução de um desconto adicional generalizado no gasóleo. Já a pesquisa sobre a Comissão Europeia dá conta do lançamento do pacote Accelerate EU e da criação do Observatório dos Combustíveis. Mostra tamb´rem, por exemplo que o Irão lançou uma campanha que apela aos cidadãos para conservarem eletricidade.
A Agência Internacional de Energia sublinha que a ferramenta complementa outras iniciativas de apoio aos governos durante a crise, incluindo recomendações de medidas para mitigar o impacto dos preços da energia e a coordenação de libertação de reservas estratégicas de petróleo.
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