2 min leitura
Agricultores afetados pelo incêndio de Valpaços vão receber apoios para recuperar de estragos
Para que os apoios possam avançar é necessário não só uma resolução do Conselho de Ministros, mas também que a Autoridade Nacional de Proteção Civil e o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas delimitam a área afetada pelo incêndio.
03 Ago 2026 - 19:08
2 min leitura
Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes | Foto: Governo Português
- Marrocos aposta na valorização energética de resíduos com megaprojeto de 1,3 mil ME
- Europa tem os edifícios mais antigos do mundo e precisa de acelerar a sua reabilitação
- França prevê pior colheita de milho em mais de 40 anos devido à seca e ao calor
- FAO alerta que calor e energia elevaram preços mundiais dos alimentos em julho
- Exposição da banca a setores que contribuem para as alterações climáticas mantém-se nos 62%
- Setúbal investe 490 mil euros em viaturas elétricas para recolha de biorresíduos
Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes | Foto: Governo Português
O ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, anunciou nesta segunda-feira, que serão disponibilizados apoios para a reposição do potencial produtivo após os estragos nas vinhas, nos olivais e amendoais causados pelo incêndio ainda ativo em Valpaços. O incêndio atingiu cerca 13,8 mil hectares.
“No apoio que está nas mãos do ministro da Agricultura, nós avançaremos com avisos para a reposição de potencial produtivo. Tem normas, são apoiadas as explorações que tiveram um dano superior a 30%. Infelizmente, há um grande número de explorações que tiveram muito mais do que 30%”, afirma José Manuel Fernandes, em Valpaços, segundo a agência Lusa.
Após reunir com autarcas, produtores e associações do concelho de Valpaços, o ministro da Agricultura e do Mar descreveu um incêndio de “enormes dimensões” que atingiu 10 mil hectares só neste concelho do distrito de Vila Real, estendendo-se a Mirandela e Vinhais, em Bragança.
De acordo com o ministro, está ainda em curso o levantamento dos prejuízos por parte da câmara municipal. Estes dados deverão depois ser enviados para a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).
Já deverão ter ardido cerca de 500 hectares de vinha neste concelho, de acordo com a Lusa.
José Manuel Fernandes referiu ainda que, em agosto de 2025, o Governo publicou um decreto-lei que prevê apoios para incêndios de elevada dimensão e com elevados prejuízos, onde já estão explícitos estes apoios.
No entanto, para que os apoios possam avançar é ainda necessário não só uma resolução do Conselho de Ministros, mas também que a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANEPC) e o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) delimitam a área afetada pelo incêndio.
“Independentemente desta resolução, o aviso para a reposição de potencial produtivo vai avançar. Também já pedi para que os recursos do VITIS que não foram utilizados possam ir para a vinha que teve menos de 30% da afetação”, sublinhou o ministro, segundo a Lusa.
- Marrocos aposta na valorização energética de resíduos com megaprojeto de 1,3 mil ME
- Europa tem os edifícios mais antigos do mundo e precisa de acelerar a sua reabilitação
- França prevê pior colheita de milho em mais de 40 anos devido à seca e ao calor
- FAO alerta que calor e energia elevaram preços mundiais dos alimentos em julho
- Exposição da banca a setores que contribuem para as alterações climáticas mantém-se nos 62%
- Setúbal investe 490 mil euros em viaturas elétricas para recolha de biorresíduos