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Águas do Ribatejo quer investir 18 ME na reabilitação e reforço das redes de abastecimento em 2027
Entre as intervenções previstas estão o reforço e a ampliação do sistema de abastecimento de Benavente, Samora Correia e Vale Tripeiro, para responder ao aparecimento de novos projetos habitacionais e de atividade económica da região.
28 Out 2026 - 13:36
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A Águas do Ribatejo prevê investir cerca de 18 milhões de euros em 2027 na reabilitação e no reforço das redes de abastecimento de água e saneamento dos municípios servidos pela empresa, disse hoje o presidente da entidade.
Em declarações à agência Lusa, Miguel Carrinho explicou que o plano abrange a reabilitação de reservatórios e estações elevatórias, a substituição de troços das redes de água e saneamento, a construção de novas captações e o alargamento da cobertura do serviço a zonas ainda não servidas.
Entre as intervenções previstas estão o reforço e a ampliação do sistema de abastecimento de Benavente, Samora Correia e Vale Tripeiro, que serve grande parte do concelho de Benavente e cuja capacidade de tratamento e reserva deverá ser duplicada.
Segundo o responsável, a intervenção pretende responder ao aparecimento de novos projetos habitacionais e de atividade económica naquela zona e às consequentes necessidades de abastecimento de água.
A empresa pretende também “aumentar a capacidade de reserva dos sistemas e construir novas captações”, nomeadamente em locais ainda dependentes de uma única origem de água ou onde as captações existentes se aproximam do final da vida útil.
Há ainda “alguns sistemas que dependiam de uma única captação de água” e que, perante uma avaria ou outro problema, poderiam enfrentar “um constrangimento grande ao abastecimento”, afirmou.
No saneamento, estão previstas intervenções para “melhorar o desempenho das redes perante fenómenos meteorológicos extremos”, assim como investimentos destinados a cumprir as novas exigências europeias relativas ao tratamento de águas residuais urbanas.
Miguel Carrinho salientou que muitas destas obras são pouco visíveis para os consumidores, mas considerou-as fundamentais para “assegurar a continuidade e a qualidade do serviço”, sobretudo perante situações extremas cada vez mais frequentes.
Cerca de 40% do investimento previsto deverá ser assegurado por fundos comunitários, apoio que o presidente da Águas do Ribatejo classificou como “absolutamente decisivo” para territórios de menor densidade populacional.
“Muitos destes investimentos não têm retorno do ponto de vista financeiro”, afirmou, dando como exemplo as intervenções destinadas a aumentar a resiliência dos sistemas, que melhoram o serviço, mas não representam necessariamente mais clientes ou maiores volumes de água fornecida.
Desde o início da atividade, em 2009, a empresa já investiu entre 175 e 180 milhões de euros na melhoria dos serviços e na modernização das infraestruturas, apoiando cerca de 80 mil clientes num território “muito vasto”.
“Se não tivesse este apoio dos fundos comunitários, não teria sido possível realizar todo este investimento”, sustentou, defendendo que o acesso a serviços essenciais como a água também contribui para a coesão territorial e para a fixação da população fora dos grandes centros urbanos.
Para 2027 está igualmente prevista uma atualização tarifária de 2,5%, ainda sujeita ao parecer da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), valor abaixo da inflação estimada.
Segundo Miguel Carrinho, as tarifas da empresa continuarão abaixo da média nacional e permitirão suportar a atividade e manter capacidade para investir, “sem representar uma pressão excessiva sobre os orçamentos familiares”.
Na redução da água não faturada, que inclui perdas nas redes e consumos não autorizados, a Águas do Ribatejo pretende baixar dos 29,5% registados em 2025 para cerca de 26% a 26,5% no final de 2027.
A empresa gere aproximadamente 2.300 quilómetros de condutas de abastecimento numa área dispersa, uma característica que dificulta a deteção de fugas, explicou.
Além da substituição de condutas e da instalação de equipamentos de monitorização, estão a ser introduzidos contadores inteligentes e reforçadas as equipas que percorrem as redes para identificar fugas que não chegam à superfície.
“Não pode haver uns que cumprem e outros que não cumprem”, afirmou Miguel Carrinho, considerando que estes consumos penalizam a generalidade dos utilizadores que paga pelo serviço.
A Águas do Ribatejo é uma empresa intermunicipal detida pelos municípios de Almeirim, Alpiarça, Benavente, Chamusca, Coruche, Salvaterra de Magos e Torres Novas, responsável pela gestão dos sistemas de abastecimento público de água e de saneamento de águas residuais nestes concelhos.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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