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Odivelas testa sistema tecnológico para antecipar impactos das cheias

A ferramenta deverá começar a ser testada no próximo inverno e irá permitir obter informação sobre a extensão das áreas inundadas, através de imagens de satélite, além de disponibilizar dados para acompanhar a evolução das ocorrências.

28 Out 2026 - 17:50

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Foto Magnific

Floodwaters surge over a street, washing around a porch and steps of a building during a flood.

Foto Magnific

A Câmara de Odivelas está a testar um sistema que recorre a dados de satélite e radares para monitorizar cheias e identificar rapidamente as zonas mais afetadas, disse hoje à agência Lusa fonte do município.

Em causa está o projeto-piloto “Floodgate”, desenvolvido pela empresa tecnológica GMV em colaboração com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).

Em declarações à agência Lusa, o coordenador dos projetos especiais da Câmara Municipal de Odivelas, Mário Cantinho, explicou que a autarquia, do distrito de Lisboa, decidiu ser o “laboratório de uma solução tecnológica para responder a um problema com impacto recorrente no território”.

“Uns anos pior, outros melhor, mas em 2025 foi um bocado mais forte e, nos últimos anos, têm existido algumas ocorrências mais fortes”, apontou o responsável.

A tecnologia, que deverá começar a ser testada “de forma mais concreta” durante o próximo inverno, irá permitir obter informação sobre a extensão das áreas inundadas, através de imagens de satélite, além de disponibilizar dados para acompanhar a evolução das ocorrências e apoiar a previsão dos seus impactos.

Segundo a informação divulgada pela GMV, a plataforma combinará dados de observação da Terra por satélite com informação hidrometeorológica e geoespacial.

A solução deverá recorrer a processos automatizados para mapear as áreas inundadas e cruzar essa informação com dados sobre população, infraestruturas e uso do solo.

Por outro lado, “a utilização de imagens de radar permitirá observar a superfície terrestre mesmo em condições de elevada nebulosidade, frequentemente associadas a episódios de precipitação intensa”.

“Aqui a questão é ter alguma previsibilidade relativamente à informação que vem dos satélites e dos radares que a empresa tem, permitindo antecipar e dar-nos alguma informação em tempo real. Através das fotografias e imagens de satélite poderemos ver a extensão dos danos e a área mais afetada pelas cheias”, explicou.

Paralelamente, o município de Odivelas instalou uma rede de sensores nas linhas de água, que servirá de complemento ao sistema “Floodgate”.

“Vamos complementar a informação dos sensores com a dos satélites. Isto vai tornar a solução mais robusta”, sublinhou Mário Cantinho, salientando que os equipamentos instalados no terreno permitem acompanhar os caudais, enquanto as imagens de satélite poderão ajudar a determinar a área afetada.

Segundo o responsável municipal, esta informação poderá apoiar a “definição de medidas de resposta e a emissão de alertas”, sendo uma ferramenta “útil antes, durante e depois de uma ocorrência”.

“Quanto mais ferramentas tivermos neste sentido e conseguirmos antecipar, acompanhar e registar, melhor”, apontou, defendendo a necessidade de alargar esta ferramenta a outros municípios vizinhos da Área Metropolitana de Lisboa.

“A ideia seria termos também uma leitura de continuidade nos territórios contíguos, que enfrentam problemas semelhantes”, argumentou.

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green

 

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