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Centro Tecnológico de Alcanena reconhecido pela Agência Europeia do Ambiente na área das emissões gasosas

Com o reconhecimento, o Centro Tecnológico das Indústrias do Couro fica habilitado a participar em futuros trabalhos de apoio às políticas ambientais europeias.

28 Out 2026 - 15:18

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Foto Magnific

Person in a green shirt adjusts a tabletop model of a renewable energy landscape with wind turbines and solar panels.

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O Centro Tecnológico das Indústrias do Couro (CTIC), em Alcanena, foi reconhecido pela Agência Europeia do Ambiente pelas competências na monitorização de emissões gasosas, ficando habilitado a participar em futuros trabalhos de apoio às políticas ambientais europeias.

“Na prática representa um reconhecimento a nível europeu da qualidade do trabalho desenvolvido na área de monitorização de emissões gasosas ao longo do tempo”, disse hoje à Lusa a diretora-geral do CTIC.

Segundo Ana Luís, a designação abre a possibilidade de o centro, no distrito de Santarém, desempenhar funções de apoio científico e técnico à Agência Europeia do Ambiente (AEA), na recolha e análise de dados sobre emissões industriais, na harmonização de metodologias e na validação de informação ambiental.

O reconhecimento integra o processo de designação de Organizações dos Centros Temáticos (Topic Centre Organisations), promovido no âmbito da Rede Europeia de Informação e de Observação do Ambiente (Eionet), que reúne entidades especializadas no apoio à monitorização e avaliação ambiental na Europa.

A responsável esclareceu, contudo, que a designação não implica a atribuição automática de projetos, financiamento ou equipas específicas, constituindo um requisito para a celebração de futuros contratos com a agência europeia, no ciclo previsto para 2027 a 2030.

As competências do CTIC abrangem a recolha, o processamento e a análise de dados relativos a emissões gasosas, a harmonização de métodos de medição e o apoio à elaboração de relatórios e especificações técnicas associadas à legislação europeia.

Incluem ainda a partilha de conhecimento sobre as melhores tecnologias disponíveis para prevenir ou reduzir o impacto ambiental da indústria, incluindo o setor dos curtumes.

Segundo a diretora-geral, os trabalhos poderão ser desenvolvidos sem limitações geográficas, permitindo disponibilizar informação sobre diferentes realidades regionais e industriais para apoiar decisões e a definição de metas ambientais.

A integração nesta estrutura europeia poderá também permitir ao CTIC acompanhar mais de perto novas exigências regulamentares e transferir esse conhecimento para as empresas portuguesas.

Criado no início da década de 1990 para apoiar a modernização da indústria nacional dos curtumes, o CTIC desenvolveu competências ambientais em resposta às necessidades de um setor historicamente confrontado com desafios relacionados com o consumo de água, tratamento de efluentes, resíduos e emissões atmosféricas.

Ana Luís considerou que a evolução foi possível através do investimento das empresas e da adaptação permanente do Centro às exigências tecnológicas e ambientais.

“Esses desafios ditaram a génese e a evolução do CTIC, mas o verdadeiro motor desta transformação foi o investimento contínuo e o empenho dos industriais do setor”, salientou.

A atividade ambiental do centro ultrapassa a indústria do couro, abrangendo empresas de diferentes setores económicos, através de serviços laboratoriais, consultoria especializada, investigação aplicada e apoio ao cumprimento da legislação.

Entre as soluções já transferidas para a indústria, a responsável destacou a reutilização de água nos processos produtivos, a substituição de produtos químicos convencionais por alternativas de origem biológica e a valorização de resíduos e subprodutos industriais.

O CTIC dispõe de 23 colaboradores, distribuídos pelas áreas de consultoria, formação, investigação e desenvolvimento tecnológico, sistemas de gestão e laboratórios.

Para Ana Luís, o reconhecimento europeu representa a consolidação de um percurso iniciado há mais de três décadas, mas também uma oportunidade para reforçar a intervenção do centro na sustentabilidade industrial.

A responsável pretende que, até 2030, o CTIC se afirme como uma referência nacional e europeia na inovação, na economia circular e na transição sustentável e digital das empresas, preservando a ligação histórica à indústria do couro.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green

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