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AIE prevê que veículos elétricos representem 29% das vendas mundiais de automóveis em 2026
Entre abril e junho, as vendas mundiais de veículos elétricos aumentaram 35% face ao primeiro trimestre, atingindo níveis recorde em 50 países. Empresas automóveis chinesas podem vir a representar 60% da procura mundial de automóveis em dez anos.
31 Jul 2026 - 16:36
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A Agência Internacional da Energia (AIE) prevê que os veículos elétricos representem 29% das vendas mundiais de automóveis em 2026, mais um ponto percentual do que o previsto no em maio.
Segundo o relatório “Mercado dos carros elétricos em tempo de incerteza”, publicado nesta quinta-feira, o aumento resulta da recuperação das vendas de veículos elétricos no segundo trimestre deste ano, depois de um início de ano marcado por uma quebra da procura na China e nos Estados Unidos.
Entre abril e junho, as vendas mundiais de veículos elétricos aumentaram 35% face ao primeiro trimestre, atingindo níveis recorde em 50 países. Em mercados de países como a Austrália, Brasil, Índia, Coreia do Sul e Vietname, as vendas quase duplicaram em comparação com o mesmo período de 2025, enquanto mais de 90 países registaram crescimento homólogo no primeiro semestre.
Apesar desta recuperação, a AIE alerta que o mercado automóvel mundial continua “sob pressão”. Entre janeiro e junho, as vendas globais de automóveis caíram cerca de 5% face ao mesmo período do ano passado, devido à desaceleração da procura na China e nos Estados Unidos.
Por outro lado, segundo a AIE, a Europa foi um dos mercados que impulsionaram a recuperação das vendas mundiais de veículos elétricos no segundo trimestre, beneficiando da continuação e da introdução de políticas de apoio à eletrificação.
Para a AIE, a crise energética desencadeada pela guerra no Médio Oriente voltou a destacar a importância da eletrificação do transporte rodoviário, uma vez que os veículos rodoviários representam cerca de metade do consumo mundial de petróleo e permanecem particularmente expostos à volatilidade dos preços dos combustíveis.
A AIE antecipa ainda que as vendas de veículos elétricos na China estagnem este ano pela primeira vez nesta década, embora mais de 60% dos automóveis vendidos no país sejam elétricos, um novo máximo histórico.
O relatório acrescenta que o reforço da presença dos fabricantes chineses nos mercados internacionais deverá intensificar a concorrência com os construtores tradicionais, sobretudo nas economias emergentes, que deverão concentrar cerca de 60% da procura mundial de automóveis na próxima década.
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