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Aterro de Vila Real retoma atividade e receção de resíduos urbanos nesta sexta-feira
Aterro Sanitário de Andrães esteve inativo duas semanas após uma providência cautelar apresentada pela Câmara de Vila Real. Resinorte disse que retoma acontece depois da apresentação de resolução fundamentada pela CCDR-N junto do TAF de Mirandela.
16 Abr 2026 - 18:35
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A Resinorte retoma na sexta-feira a atividade e a receção de resíduos urbanos no Aterro Sanitário de Andrães, que esteve suspensa duas semanas após uma providência cautelar apresentada pela Câmara de Vila Real, anunciou nesta quinta-feira.
A Câmara de Vila Real interpôs uma providência cautelar para travar a entrada de mais resíduos no Aterro de Andrães, depois de, em janeiro, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) ter autorizado o prolongamento da vida útil desta infraestrutura.
O Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Mirandela admitiu e deu provimento à providência cautelar e determinou a suspensão imediata da deposição adicional de resíduos naquele aterro.
A Resinorte disse, em comunicado, que a retoma da atividade acontece depois da apresentação de resolução fundamentada pela CCDR-N junto do TAF de Mirandela, que invoca o interesse público para a reabertura do aterro.
“Em alinhamento aos fundamentos apresentados pela CCDR-N junto do tribunal, a continuidade da operação do aterro constitui uma salvaguarda do serviço público essencial, num contexto particularmente exigente para o setor de gestão de resíduos a nível nacional, marcado por forte pressão operacional e pelo risco de esgotamento da capacidade de deposição em aterro”, acrescenta a empresa.
No comunicado, a Resinorte reforça que o licenciamento da reengenharia do aterro sanitário de Andrães “cumpre integralmente os requisitos ambientais e legais aplicáveis, conforme disse ter sido justificado na resolução fundamentada da CCDR-N” e foi “identificado como uma medida de emergência para a região Norte no Plano TERRA do Governo, de 2025, que estabeleceu soluções concretas para responder aos principais constrangimentos infraestruturais do setor”.
O empresa sublinha que o reinício da atividade no aterro de Andrães “é fundamental para garantir a continuidade do serviço público, em benefício de toda a comunidade, e de interesse geral”.
“A gestão de resíduos é uma responsabilidade coletiva e, neste contexto, o contributo de todos é essencial para reduzir a produção de resíduos e separar corretamente os materiais recicláveis”, salienta.
Autarcas e populações que residem nas localidades próximas do aterro reclamam há vários anos o encerramento daquela infraestrutura e, entre as principais queixas, estão os odores intensos, a contaminação de linhas de água por lixiviados, o aumento do tráfego de veículos pesados nas localidades vizinhas e a presença de aves que prejudicam a atividade agrícola.
A 23 de fevereiro, em conferência de imprensa, o presidente da Câmara de Vila Real, Alexandre Favaios, anunciou a providência cautelar, que foi entregue no TAF, para travar a deposição de mais resíduos no aterro sanitário localizado no concelho.
O município disse ainda que, com esta ação judicial, quis “não só suspender de imediato a continuação da deposição de resíduos”, o que aconteceu durante duas semanas, mas também “assegurar que todas as questões levantadas ao longo do processo sejam devidamente esclarecidas pelas entidades competentes”.
A Resinorte tem repetido que o aterro em Vila Real está em “encerramento faseado” e que recebeu licenciamento de reengenharia da infraestrutura, pela CCDR-N e Agência Portuguesa do Ambiente (APA), para “preparar as restantes superfícies com a geometria adequada para receber as camadas de impermeabilização previstas”, sem “qualquer aumento de cota ou construção de novos espaços para receber resíduos”.
A propósito, a CCDR-N também referiu que o licenciamento da operação de reengenharia do aterro de Andrães cumpre os requisitos ambientais exigidos e não lhe aumenta a área.
A Resinorte é a empresa responsável pelo Sistema Multimunicipal de Triagem, Recolha Seletiva, Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos de 35 municípios do Norte, servindo uma população de mais de 904 mil habitantes.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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