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Bayer acelera produção de matérias primas para biocombustíveis

Guerra no Irão provocou um aumento nos preços dos combustíveis fósseis e despertou um interesse renovado nos biocombustíveis. Gigante agrícola quer apostar na camelina para ser cultivada entre épocas de plantação ou em terras subutilizadas.

11 Jun 2026 - 10:27

3 min leitura

Foto: Bayer

Foto: Bayer

A Bayer quer acelerar a produção de matérias-primas para a produção de combustíveis, num contexto de necessidade de redução da dependência dos combustíveis fósseis provenientes do Médio Oriente.

Segundo a agência Reuters, a gigante farmacêutica e do setor agrícola está particularmente interessada na produção de camelina, considerado um componente de segunda geração que não compete com a produção de alimentos para a produção destes combustíveis.

Recorde-se que, segundo uma análise recente da T&E, a procura por biocombustíveis a nível mundial pode aumentar 70% e agravar o preço dos alimentos. Análises anteriores também alertaram para o risco de aumentar as taxas de desflorestação. Isso estimulou a inovação em biocombustíveis de segunda geração produzidos a partir de materiais orgânicos que não competem com os alimentos.

A camelina, por exemplo, é uma cultura intermédia que pode ser cultivada entre as principais épocas de plantação ou em terras subutilizadas. “Temos como meta a produção de alguns milhões de acres de camelina na América do Norte e estamos a avaliar a expansão para outras regiões”, disse Peter Muller, diretor global de cereais, algodão e canola da Bayer, à Reuters, à margem da conferência do Conselho Internacional de Cereais, nesta quarta-feira, em Londres.

Recorde-se que a Bayer anunciou no início de maio uma parceria estratégica com a BP para expandir conjuntamente a cultura da camelina como cultura intermediária para biocombustíveis. A colaboração visa comercializar a camelina para a produção de biodiesel, diesel renovável e combustíveis sustentáveis para aviação (SAF).

Muller afirmou à Reuters que a empresa esperava atingir a área de produção de camelina prevista até meados da década de 2030, mas agora espera cumprir esta meta mais cedo, dado o renovado interesse nos combustíveis no contexto da guerra com o Irão.

O responsável acrescentou que a Bayer estava também prestes a fechar um acordo com uma empresa que irá processar a camelina norte-americana, proporcionando aos agricultores que entram neste setor a confiança de que haverá um comprador para a sua colheita.

 

 

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