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BP destitui presidente por questões de governação e nomeia líder interino
Decisão imediata surge após preocupações internas sobre a conduta de Albert Manifold. Entretanto, Ian Tyler assume a presidência temporariamente enquanto a petrolífera inicia um processo de sucessão.
26 Mai 2026 - 15:15
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Albert Manifold presidente da BP | Foto BP
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Albert Manifold presidente da BP | Foto BP
O Conselho de Administração da British Petroleum (BP) anunciou nesta terça-feira que demitiu Albert Manifold dos cargos de presidente do conselho (Chair) e administrador da empresa, na sequência de “sérias preocupações” relacionadas com padrões de governação, supervisão e conduta.
A decisão, tomada por unanimidade, foi confirmada num comunicado oficial da empresa, que sublinha que as questões identificadas foram consideradas inaceitáveis pelo conselho.
A administradora independente sénior, Amanda Blanc, afirmou que Manifold teve um papel positivo na transformação da empresa, mas reconheceu que o conselho ficou “surpreendido e desapontado” com os problemas detetados, levando a uma ação imediata. “O Albert ajudou a trazer um foco e uma dinâmica bem-vindos à transformação da BP. No entanto, o Conselho ficou surpreendido e desapontado ao tomar conhecimento de questões de governação, supervisão e conduta que considera inaceitáveis, e tomou medidas decisivas”, refere no comunicado divulgado.
Na sequência da decisão, Ian Tyler foi nomeado presidente interino da BP. Tyler destacou a confiança da liderança na estratégia atual da empresa, sublinhando o foco no desempenho operacional, disciplina financeira e criação de valor para os acionistas.
O responsável acrescentou ainda que a empresa está a avançar com uma reorganização interna, incluindo a transição para um modelo mais simples de ‘upstream’ e ‘downstream’, liderada pela CEO Meg O’Neill, cuja experiência e visão foram elogiadas pelo Conselho.
A BP vai agora iniciar um processo de seleção para nomear um presidente permanente.
O anúncio inclui ainda uma declaração de natureza legal habitual em comunicações financeiras, referindo que os resultados futuros podem divergir das projeções devido a vários fatores de risco.
Recorde-se que recentemente a administração da petrolífera BP saiu fragilizada da sua assembleia geral anual, depois de os acionistas terem rejeitado duas propostas ligadas à divulgação de informação climática e à possibilidade de realizar reuniões gerais exclusivamente em formato digital. A votação foi interpretada como um sinal claro de que uma parte significativa dos investidores não está disponível para flexibilizar os compromissos de transparência numa fase crítica da transição energética.
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