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Bruxelas chega a acordo para cortar na lei europeia sobre sustentabilidade empresarial
PPE conseguiu convencer os socialistas e os liberais para alterarem a diretiva, depois de ameaçar fechar acordo com a extrema-direita europeia. Decisão vai ser votada ainda este mês.
09 Out 2025 - 10:41
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Os grupos políticos que representam a maioria no Parlamento Europeu (PE) acordaram avançar com cortes profundos na lei europeia sobre sustentabilidade empresarial, como foi indicado à agência Reuters. A Diretiva de Diligência Devida em Sustentabilidade Corporativa (CSDDD, na sigla inglesa) foi adotada no ano passado e dita às empresas para solucionarem questões ambientais e de direitos humanos nas suas cadeias de fornecimento, sob a pena de sofrerem multas de 5% sobre o volume de negócios global. Tornou-se, então, uma das medidas mais contestadas da agenda verde europeia.
Em resposta, Bruxelas agora quer fazer cedências para simplificar as regras para as empresas europeias. O Partido Popular Europeu (PPE), de centro-direita e o maior grupo no PE, conseguiu um acordo com os socialistas e com os liberais para reduzir ainda mais a influência da diretiva, segundo o comunicado à Reuters por Jörgen Warborn, eurodeputado do grupo parlamentar.
Inicialmente, os socialistas tinham rejeitado as alterações, todavia, nesta quarta-feira, acabaram por aceitá-las depois de o PPE ter ameaçado fechar acordo com a extrema-direita europeia, o que poderia enfraquecer ainda mais a diretiva, revelou a Reuters.
“Este compromisso não é a nossa opção preferida, mas a alternativa seria um acordo ainda pior entre o PPE e a extrema-direita”, admitiu um porta-voz do grupo dos Socialistas e Democratas. A eurodeputada do grupo, Lara Wolters, disse à agência que se demitiu do cargo de negociadora em protesto.
Atualmente, a diretiva abrange empresas com mil ou mais empregados e com um volume de negócios superior a 450 milhões de euros. Entre as alterações propostas, está a aplicação das regras apenas a empresas com 5 mil ou mais trabalhadores, que tenham um volume de negócios acima de 1,5 mil milhões.
“Estou concentrado em garantir que colocamos a Europa novamente no caminho do crescimento, para que possamos criar mais empregos e mais prosperidade a longo prazo”, defendeu o também presidente da aliança para as pequenas e médias empresas (SME Global).
O acordo vai ser votado ainda este mês, antes de avançarem para as negociações com os Estados-membros sobre as atualizações à lei.
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