2 min leitura
Bruxelas endossa oficialmente a Declaração sobre a Integridade da Informação sobre as Alterações Climáticas
Declaração tem como missão combater desinformação climática e promover informações precisas e baseadas em evidências científicas. Portugal já tinha aprovado iniciativa.
28 Jan 2026 - 14:08
2 min leitura
Foto: LinkedIn
- Cantanhede candidata projeto de 665 mil euros para plantar 1.400 árvores
- Governo ordena avaliação urgente ao impacto das cheias na bacia do Mondego
- Microsoft alcança 100% de consumo elétrico derivado de renováveis
- Prejuízos do mau tempo cobertos por seguros vão superar os 500 milhões de euros
- Iberdrola inaugura em Moscavide primeiro ‘hub’ ultrarrápido com baterias e ligação mínima à rede
- Acionadas 155 mil apólices de seguro devido ao mau tempo
Foto: LinkedIn
A União Europeia (UE) endossou oficialmente, nesta terça-feira, a Declaração sobre a Integridade da Informação sobre as Alterações Climáticas, após a aprovação do Conselho a 20 de janeiro. Documento tem como objetivo estabelecer compromissos internacionais comuns para combater a desinformação climática e promover informações precisas e baseadas em evidências científicas.
A Declaração foi lançada pela UNESCO, pelo governo brasileiro e pela ONU durante a COP30, em Belém do Pará. O executivo europeu refere em comunicado “esta aprovação surge num momento em que o ambiente informativo pode ser difícil de navegar, especialmente no que diz respeito às questões climáticas”. Antes da aprovação oficial da UE, quinze Estados-membros também endossaram a Declaração individualmente, entre eles Portugal, França, Espanha e Alemanha.
Segundo o Eurobarómetro de 2025 focado nas alterações climáticas, a grande maioria dos europeus (84%) reconhece que as mudanças no clima têm origem nas atividades humanas. Contudo, mais de metade dos inquiridos (52%) considera que os meios de comunicação tradicionais não conseguem transmitir informação suficientemente clara sobre esta questão, e quase metade (49%) admite sentir dificuldades em distinguir fontes credíveis de informação nas plataformas digitais.
“Vivemos num mundo em que a ameaça das alterações climáticas se torna cada vez mais urgente e, ao mesmo tempo, em que abundam verdades alternativas, confrontos e desinformação. Isto é motivo de preocupação”, alertou o comissário europeu para o Clima. Wopke Hoekstra defendeu que “debates públicos informados, em que ouvimos e analisamos a ciência, são essenciais para que a humanidade possa enfrentar eficazmente a crise climática”.
Ao endossar esta Declaração, “a União Europeia demonstra o seu firme compromisso com o debate factual, a ciência climática e a formulação de políticas baseadas em evidências”, declarou o executivo comunitário. Além disso, a Direção-Geral da Ação Climática da Comissão Europeia lançou a campanha #ClimateFactsMatter a fim de capacitar as pessoas na compreensão da desinformação climática. A iniciativa vai partilhar recursos que permitirão a todos os europeus identificar as principais técnicas utilizadas para induzir em erro e destacar os factos relativos à ação climática da UE.
- Cantanhede candidata projeto de 665 mil euros para plantar 1.400 árvores
- Governo ordena avaliação urgente ao impacto das cheias na bacia do Mondego
- Microsoft alcança 100% de consumo elétrico derivado de renováveis
- Prejuízos do mau tempo cobertos por seguros vão superar os 500 milhões de euros
- Iberdrola inaugura em Moscavide primeiro ‘hub’ ultrarrápido com baterias e ligação mínima à rede
- Acionadas 155 mil apólices de seguro devido ao mau tempo