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Bruxelas prepara pacote de 1,2 biliões de euros para melhorar rede elétrica europeia

Plano identifica oito projetos prioritários para destravar licenças, reforçar infraestruturas e integrar mais renováveis nos próximos meses. Inclui corredor de hidrogénio entre Portugal e Alemanha.

09 Dez 2025 - 18:30

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Foto: Pexels

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A Comissão Europeia vai avançar com um programa de cerca de 1,2 biliões de euros para ajudar os Estados-Membros a acelerar licenças e modernizar infraestruturas essenciais da rede elétrica europeia, segundo um documento interno a que a Euronews teve acesso. O objetivo é superar um sistema de planeamento considerado lento, fragmentado e incapaz de acompanhar o ritmo da expansão das energias renováveis.

Atualmente, um projeto renovável pode demorar até nove anos a obter luz verde, criando atrasos e custos que comprometem as metas climáticas. Bruxelas quer, por isso, imprimir velocidade ao processo através de oito projetos estratégicos, com resultados concretos esperados dentro de seis a nove meses. Entre as prioridades estão novas interconexões elétricas, reforço do armazenamento e expansão de rotas de hidrogénio.

O plano destaca as ligações através dos Pirenéus para melhor integrar a Península Ibérica no mercado europeu, a conexão de Chipre ao continente e o reforço da ligação entre os Estados Bálticos via Lituânia e Polónia. Inclui ainda uma plataforma ‘offshore’ de interconexão na Dinamarca com potencial para servir todo o Mar Báltico, bem como o aumento da capacidade de armazenamento no Sudeste europeu.

No capítulo do hidrogénio, Bruxelas quer avançar com o corredor meridional entre Tunísia, Itália, Áustria e Alemanha e reforçar a coordenação política em torno do projeto que ligará Portugal à Alemanha.

Com a obrigação legal de atingir a neutralidade climática até 2050, a União Europeia enfrenta a contradição entre o forte crescimento das renováveis e uma rede envelhecida que já não responde às necessidades. De acordo com a Euronews, 14 Estados-Membros continuam abaixo da meta de 15% de interconexão prevista para 2030. Episódios como o apagão ibérico de abril, que afetou mais de 60 milhões de pessoas, ilustram a urgência das melhorias.

Segundo o pacote da Comissão, modernizar a rede pode facilitar a integração de renováveis, reduzir preços num mercado onde a eletricidade continua duas a três vezes mais cara do que nos EUA e aumentar a eficiência das trocas de energia entre países. Também permitirá responder ao aumento da procura associado a veículos elétricos, bombas de calor e descarbonização industrial.

A iniciativa recebeu já o apoio de organizações ambientais e do setor elétrico. Tom Lewis, da Climate Action Network Europe, defende que um planeamento europeu mais integrado ajudará a acelerar a transição para uma rede totalmente renovável, desde que salvaguardas ambientais e participação pública sejam garantidas.

“Novas regras de participação pública e partilha de benefícios permitirão aos cidadãos colher os benefícios das energias renováveis, reforçar o apoio público e evitar atrasos na transição”, acrescentou Lewis à Euronews. A ONG alerta, contudo, para o risco de reações negativas se os processos não forem digitalizados e devidamente dotados de recursos.

Embora a Comissão estime necessidades totais de investimento na ordem dos 1,2 biliões de euros até 2040 – 730 mil milhões para redes de distribuição e 477 mil milhões para transporte – ainda não revelou como será financiado o esforço. Entre as hipóteses estão fundos comunitários, orçamentos nacionais, capital privado e modelos de partilha de custos.

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