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El Niño deverá regressar em maio com impacto global nas temperaturas e na precipitação
Fenómeno climático caracteriza-se pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico e ocorre, em média, a cada dois a sete anos, podendo durar entre nove e doze meses. Previsões apontam para “evento forte” este ano.
26 Abr 2026 - 14:38
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A mais recente atualização climática global da Organização Meteorológica Mundial (OMM) indica uma mudança clara no Pacífico Equatorial: as temperaturas da superfície do mar estão a subir rapidamente, apontando para um provável regresso das condições de El Niño já entre maio e julho de 2026. As previsões indicam uma “quase predominância global de temperaturas da superfície terrestre acima do normal” no próximo período de três meses, bem como variações regionais nos padrões de precipitação.
“Após um período de condições neutras no início do ano, os modelos climáticos estão agora fortemente alinhados, existindo elevada confiança no início do El Niño, seguido de uma intensificação adicional nos meses seguintes”, afirma Wilfran Moufouma Okia, responsável pela área de Previsão Climática na OMM, numa comunicação divulgada nesta sexta-feira.
O El Niño é um fenómeno climático caracterizado pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico e ocorre, em média, a cada dois a sete anos, podendo durar entre nove e 12 meses.
Segundo a OMM, os fenómenos El Niño e La Niña são fases opostas da Oscilação Sul de El Niño, um dos padrões climáticos mais poderosos da Terra. Estes fenómenos alteram o clima global, influenciando a precipitação, as secas e eventos extremos em várias regiões.
“Os modelos indicam que este poderá ser um evento forte, mas a chamada barreira de previsibilidade da primavera constitui um desafio para a certeza das previsões nesta altura do ano. A confiança nas previsões melhora geralmente após abril”, acrescenta Wilfran Moufouma Okia.
Impactos típicos
Os eventos de El Niño afetam os padrões de temperatura e precipitação em diferentes regiões e tendem a ter um efeito de aquecimento no clima global. Assim, 2024 foi o ano mais quente já registado devido à combinação do forte El Niño de 2023-2024 com as alterações climáticas causadas pelo ser humano através das emissões de gases com efeito de estufa, explica a OMM.
Não há evidência de que as alterações climáticas aumentem a frequência ou intensidade dos eventos de El Niño. No entanto, a organização refere que estas podem amplificar os seus impactos, uma vez que um oceano e uma atmosfera mais quentes aumentam a disponibilidade de energia e humidade para fenómenos meteorológicos extremos, como ondas de calor e precipitação intensa.
Cada evento de El Niño é único em termos de evolução, padrão espacial e impactos. Ainda assim, está normalmente associado a aumento da precipitação em partes do sul da América do Sul, sul dos Estados Unidos, Corno de África e Ásia Central, e a condições de seca na Austrália, Indonésia e partes do sul da Ásia.
Durante o verão no hemisfério norte, as águas mais quentes associadas ao El Niño podem alimentar furacões no Pacífico central/oriental, ao mesmo tempo que dificultam a formação de furacões na bacia do Atlântico.
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