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Califórnia assina acordo climático com Londres e Trump contesta
Governador da Califórnia tenta reforçar laços com aliados europeus dos EUA num périplo pela Europa. Presidente norte-americano avisa o Reino Unido de que está a meter-se com “um perdedor”.
17 Fev 2026 - 07:30
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Gavin Newsom e Donald Trump / Wikimedia Commons
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Gavin Newsom e Donald Trump / Wikimedia Commons
O governador da Califórnia, Gavin Newsom, assinou nesta segunda-feira em Londres um memorando de entendimento com o secretário de Estado britânico para a Energia, Ed Miliband, comprometendo ambas as partes a colaborar em tecnologias de energia limpa, nomeadamente eólica ‘offshore’. Em declarações ao POLITICO, Donald Trump atacou ambas as partes, usando o apelido depreciativo que habitualmente reserva a Newsom: “O Reino Unido já tem problemas suficientes sem se meter com o Gavin ‘Newscum’. O Gavin é um perdedor. Tudo o que ele toca vira lixo. O estado dele foi ao fundo e o seu trabalho ambiental é um desastre”.
O acordo prevê um acesso facilitado de empresas britânicas, incluindo a Octopus Energy (maior fornecedora de energia do Reino Unido), ao mercado californiano, bem como uma parceria reforçada entre instituições de investigação dos dois lados do Atlântico. O texto consagra ainda o compromisso de ambas as partes com os objetivos de combate às alterações climáticas por meio da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (UNFCCC), da qual os Estados Unidos se retiraram no início deste ano por decisão do seu presidente.
A resposta de Donald Trump não tardou, ao considerar “inapropriado” que Gavin celebrasse este tipo de acordos. O republicano alertou que o negócio iria prejudicar a Grã-Bretanha: “A pior coisa que o Reino Unido pode fazer é envolver-se com Gavin”, admitiu ao POLITICO.
O confronto público entre os dois políticos ilustra a crescente tensão entre o governo americano e a Califórnia, o estado mais populoso do país e uma das maiores economias do mundo em matéria de política climática. Por sua vez, desde que Trump regressou à Casa Branca, a administração republicana tem sistematicamente desmantelado regulamentação ambiental. Ainda na passada quinta-feira, o presidente revogou as bases que regulavam as emissões de gases com efeito de estufa nos EUA, criadas sob a presidência de Barack Obama.
Newsom, que é amplamente visto como um dos principais candidatos democratas à corrida presidencial de 2028, está atualmente numa digressão europeia com o objetivo declarado de tranquilizar os aliados dos EUA face ao que descreveu como uma disrupção “temporária” das relações transatlânticas por parte de Trump. Em Londres, sublinhou que a Califórnia “continuará a mostrar ao mundo como transformar inovação e ambição em ação climática”, acrescentando que o acordo com o Reino Unido trouxe consigo quase mil milhões de dólares em investimento de tecnologia limpa da Octopus Energy.
Já Miliband defendeu que “parcerias internacionais sólidas” reforçam as “oportunidades para as empresas britânicas e garantem investimento” para o país. A posição contrasta diretamente com os avisos de Trump, que citou o projeto de alta velocidade ferroviária da Califórnia, marcado por sucessivos atrasos e derrapagens orçamentais, como prova do falhanço da governação de Newsom.
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