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Carros elétricos nas empresas podem gerar 344 mil empregos na UE até 2030
Para cumprir as metas europeias, a T&E defende que, a partir de janeiro de 2028, os apoios financeiros aos carros de empresa sejam limitados aos veículos com baixas emissões.
25 Out 2026 - 10:26
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A eletrificação acelerada das frotas das grandes empresas e a atribuição de benefícios fiscais apenas a carros elétricos fabricados na União Europeia (UE) poderão criar 344 mil postos de trabalho adicionais até 2030, segundo um estudo da Transport & Environment (T&E), divulgado nesta semana.
A aplicação destas medidas poderia ainda gerar 48 mil milhões de euros em ganhos económicos e atrair 38 mil milhões de euros em investimento, de acordo com o cenário mais ambicioso analisado pela organização. Num cenário moderado, poderão ser criados 196 mil empregos.
O estudo surge no contexto do regulamento europeu relativo aos Veículos Empresariais Limpos, que prevê que os automóveis elétricos representem pelo menos 45% das novas matrículas nas grandes frotas empresariais até 2030.
Neste sentido, a T&E defende ainda que, a partir de janeiro de 2028, os apoios financeiros aos carros de empresa sejam limitados aos veículos com baixas emissões ou emissões nulas fabricados na Europa.
Segundo a análise, a aplicação de medidas mais exigentes poderá elevar a percentagem de carros elétricos nas novas matrículas das grandes frotas empresariais para 69% até 2030. Nesse cenário, os ganhos económicos aumentariam de 28 mil milhões para 48 mil milhões de euros, enquanto o investimento subiria de 20 mil milhões para 38 mil milhões de euros.
De acordo com o estudo, países como a Alemanha e a Polónia deverão beneficiar particularmente desta transição. A Alemanha poderá registar mais 134 mil postos de trabalho, correspondentes a 39% dos empregos adicionais previstos na UE, enquanto a Polónia poderá ganhar 38.500 empregos.
“Os carros de empresa são a forma mais rápida de transformar a transição europeia para os veículos elétricos em empregos na Europa”, afirma Sofie Grande y Rodriguez, responsável pela política de frotas limpas da T&E.
A organização considera que a eletrificação das frotas poderá reforçar a competitividade da indústria automóvel europeia e reduzir a dependência de fornecedores internacionais, nomeadamente da China.
A Volkswagen é apontada como exemplo do potencial de criação de emprego, uma vez que, apesar de planear eliminar 35 mil postos de trabalho até 230, o regulamento poderá gerar até 56.300 empregos diretos adicionais no grupo durante o mesmo período.
Os efeitos poderão estender-se à cadeia de abastecimento de veículos elétricos. Na Polónia, a capacidade de produção de células para baterias poderá aumentar de 31 para 81 gigawatts-hora (GWh) até 2030, mais do dobro, com 82% dos 38.500 empregos adicionais previstos no país associados ao setor das baterias.
Assim, a T&E defende que a garantia de procura por veículos elétricos fabricados na Europa é “essencial para viabilizar investimentos industriais e reforçar a cadeia de valor europeia”.
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