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Comissário para a Ação Climática reúne indústria para acelerar captura e armazenamento de carbono na UE
De acordo com a Comissão Europeia, todos os participantes concordaram que a expansão da captura e armazenamento de carbono exige “uma ação coordenada ao longo de toda a cadeia de valor” e pedem processos de licenciamento “mais rápidos e previsíveis".
02 Jul 2026 - 15:31
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Wopke Hoekstra, comissário europeu para o Clima | Foto: CE/ Valentine Zeler
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Wopke Hoekstra, comissário europeu para o Clima | Foto: CE/ Valentine Zeler
O comissário europeu para a Ação Climática, Neutralidade Carbónica e Crescimento Limpo, Wopke Hoekstra, reuniu representantes da indústria para identificar soluções práticas para acelerar a expansão da captura e armazenamento de carbono (CCS, na sigla inglesa) em toda a Europa.
De acordo com a Comissão Europeia (CE), todos os participantes concordaram que a expansão da captura e armazenamento de carbono exige “uma ação coordenada ao longo de toda a cadeia de valor”.
A reunião contou com a participação de altos representantes da indústria pesada, operadores de infraestruturas e transportes, startups, sindicatos, organizações da sociedade civil, bem como autoridades regionais e locais.
Uma das principais conclusões do diálogo, que decorreu no início desta semana, foi a necessidade de investir em infraestruturas de transporte e armazenamento de CO₂ para viabilizar projetos de CCS em todo o continente.
Os representantes defenderam processos de licenciamento “mais rápidos e previsíveis”, um reforço da cooperação transfronteiriça, maior transparência e partilha de dados, bem como acesso aberto às infraestruturas, de forma a acelerar a passagem dos projetos da fase de planeamento para a implementação.
A discussão destacou ainda a importância de criar condições de mercado adequadas. Segundo a CE, os participantes apontaram o Fundo de Inovação como “um instrumento fundamental” para impulsionar os primeiros projetos de CCS
Além disso, o grupo sublinhou ainda que uma maior procura por produtos de baixo carbono é essencial para incentivar o investimento e acelerar a sua implementação.
Os participantes salientaram ainda os benefícios mais amplos da captura e armazenamento de carbono para o futuro industrial da Europa. Neste sentido, destacaram o contributo desta tecnologia para a descarbonização das indústrias com utilização intensiva de energia, o reforço da competitividade, o desenvolvimento de novas competências e a criação de oportunidades para as regiões em processo de transição para uma economia mais limpa.
No encerramento do diálogo, o comissário Wopke Hoekstra sublinhou a importância de construir “um mercado europeu integrado para o transporte e armazenamento de CO₂, assente numa estreita cooperação entre a indústria, os estados-membros e a Comissão Europeia”.
A CE afirma, em comunicado, que as conclusões da reunião vão contribuir para os trabalhos da Comissão sobre futuras medidas de apoio ao desenvolvimento das infraestruturas e dos mercados de transporte de CO₂, previstas para o final de 2026 no âmbito do pacote da União da Energia.
A União Europeia já estabeleceu o objetivo de atingir uma capacidade anual de injeção de 50 milhões de toneladas de CO₂ em locais geológicos de armazenamento de dióxido de carbono até 2030, com o intuito de apoiar a descarbonização e a competitividade da indústria europeia.
Em maio deste ano, a Comissão Europeia garantiu que os progressos estão bem encaminhados, prevendo-se que os primeiros locais de armazenamento entrem em funcionamento ainda este ano.
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