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Demolição da central a carvão do Pego arranca em março
Trabalhos deverão durar três anos, avança Tejo Energia. Torres de refrigeração e a chaminé da central vão ser demolidas na fase inicial do processo.
19 Fev 2026 - 12:13
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Central do Pego em 2011 | Foto Wikimedia
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Central do Pego em 2011 | Foto Wikimedia
Os trabalhos de demolição da antiga central a carvão do Pego já têm início marcado para março deste ano, com previsão de durarem três anos, conforme adiantou a Tejo Energia nesta quinta-feira. A central, em Abrantes, cessou atividade em 2021 e vai agora ver a torres de refrigeração serem desmanteladas. Em agosto último, a autarquia garantia que ia preservar-se o ramal e a ponte rodo-ferroviária de acesso ao complexo.
Os terrenos serão agora devolvidos às suas condições de origem, ao garantir uma reposição “em plena segurança e conformidade ambiental”, assegura a antiga gestora da central termoelétrica. As torres de refrigeração e a chaminé da central, com 116 metros e 225 metros de altura, respetivamente, serão demolidas na fase final do projeto, através do “uso controlado” de explosivos.
“A decisão de avançar com o desmantelamento da central surge na sequência da impossibilidade em concretizar o projeto de reconversão energética que a Tejo Energia apresentou ao então Governo português, o qual previa, além da construção de centrais de energia solar fotovoltaica e eólica, a substituição do uso de carvão por biomassa florestal residual local”, partilhou em comunicado a Tejo Energia. Em 2022, a proposta acabou por ser rejeitada, em detrimento de um projeto de energias renováveis a cargo da Endesa, num investimento de 600 milhões de euros.
Os antigos trabalhadores da central do Pego estão ao abrigo de um apoio temporário de financiamento, sob gestão do Fundo Ambiental, que garante pagamentos para este ano até ao limite de 2,2 milhões de euros, incluindo contribuições à Segurança Social.
A Tejo Energia avisa que, durante a execução da demolição, poderá haver um aumento temporário do tráfego rodoviário nas vias de acesso ao complexo industrial, devido à circulação de maquinaria pesada e ao transporte de materiais. Garante que “sempre que necessário, serão implementadas medidas de gestão e segurança rodoviária para mitigar eventuais impactos na comunidade”. A operação prevê envolver até 80 trabalhadores, no pico dos trabalhos.
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