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Efeitos de não-CO2 da aviação contribuem tanto para aquecimento global como o CO2
Estudo da Federação Europeia de Transportes e Ambiente sustenta que os países têm a obrigação legal de incluir estas emissões nas suas metas climáticas.
02 Set 2025 - 10:08
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Alguns especialistas na área do direito ambiental concluíram que os efeitos de não-CO2 da aviação (como os óxidos de azoto e os rastos de condensação) contribuem tanto para o aquecimento do clima como o CO2 da aviação, divulga a ZERO em comunicado. Estimados em pelo menos metade do impacto climático total na área, os juristas dizem que devem ser considerados pelas nações nos planos nacionais para cumprir o Acordo de Paris.
A análise independente, levada a cabo pela Federação Europeia de Transportes e Ambiente, de que a ZERO faz parte, revela que os países têm a obrigação legal de incluir estas emissões nas suas metas climáticas (Contribuições Nacionalmente Determinadas – NDC em inglês). Estes compromissos são apresentados a cada cinco anos no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (UNFCCC) e os próximos devem ser anunciados antes da COP30, a realizar-se a partir de 10 de novembro em Belém, no Brasil.
A ZERO garante que está “cientificamente provado que há efeitos não relacionados com as emissões de dióxido de carbono (CO2) dos aviões” e que têm um impacto no planeta “igual ou superior aos das emissões de CO2 da aviação”. A associação declara, nesse sentido, que “os países que não incluem essas emissões estão a falhar nos seus compromissos climáticos”, contribuindo para o aquecimento do clima.
A União Europeia deverá apresentar as NDC por todos os Estados-Membros ainda este mês, antes da COP30. “Esta seria uma oportunidade para a UE dar o exemplo e reiterar a sua ambição climática, apresentando uma NDC ambiciosa que inclua os rastos de condensação”, enfatiza a ZERO.
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