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Empresa norte-americana publica estudos revistos que reforçam viabilidade da sua central de fusão nuclear
Cinco artigos científicos indicam que o projeto poderá gerar 400 MW de eletricidade contínua e reforçam a confiança na viabilidade técnica da central da Commonwealth Fusion Systems.
07 Jun 2026 - 14:27
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Imagem: Commonwealth Fusion Systems
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Imagem: Commonwealth Fusion Systems
A Commonwealth Fusion Systems (CFS), empresa norte-americana especializada em energia de fusão, publicou cinco artigos científicos revistos por pares que reforçam a base física e a viabilidade técnica da sua futura central de fusão ARC.
Os estudos foram divulgados numa edição especial do Journal of Plasma Physics e resultam do trabalho conjunto de 58 cientistas de várias instituições internacionais, incluindo o Massachusetts Institute of Technology (MIT), a Columbia University e o Max Planck Institute for Plasma Physics.
De acordo com a empresa, a análise combina décadas de investigação em ‘tokamaks’ (reatores de fusão que confinam plasma através de campos magnéticos) com simulações computacionais avançadas e critérios de engenharia aplicados ao desenvolvimento industrial.
Os resultados indicam que a central ARC poderá produzir cerca de 1,1 gigawatts de energia de fusão, convertidos em aproximadamente 400 megawatts de eletricidade líquida contínua injetada na rede.
“Ao publicar estes artigos, a CFS e os nossos parceiros demonstraram que, se construirmos o tokamak e a central ARC como pretendemos, isso irá funcionar”, afirma Alex Creely, engenheiro-chefe da conceção conceptual da ARC na CFS. “Demonstrámos que o desenho da central de fusão ARC tem uma base sólida em física comprovada; indicamos onde ainda iremos aprender com o SPARC; e mostramos que existe um caminho robusto para fornecer 400 MW de energia limpa, firme e de base à rede elétrica”, acrescenta.
O SPARC é um reator experimental de fusão nuclear desenvolvido pela empresa norte-americana Commonwealth Fusion Systems em parceria com o MIT.
A CFS sublinha que os artigos não eliminam todas as incertezas científicas, mas ajudam a reduzir riscos no desenvolvimento do projeto, em particular em áreas como o comportamento do plasma, a estabilidade do sistema e a gestão de disrupções.
Essas incertezas deverão ser ainda mais reduzidas com a entrada em operação do SPARC, o reator experimental da empresa, que servirá para validar em ambiente real os parâmetros utilizados no desenho da central ARC.
O projeto ARC é um ‘tokamak’ de nova geração, concebido para ser a primeira central de fusão com produção líquida de eletricidade em escala comercial.
Fundada em 2018, a Commonwealth Fusion Systems já captou cerca de 3 mil milhões de dólares em financiamento e posiciona-se como uma das empresas líderes na corrida global à fusão nuclear. A empresa prevê que, caso os resultados do SPARC confirmem as projeções atuais, a produção comercial de energia possa começar na década de 2030.
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