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Energia global atinge máximos históricos em 2025 com renováveis a ganhar terreno

A energia solar é responsável por 71% do aumento das renováveis em 2025. A nível global, a produção solar aumentou cerca de 30%, enquanto a capacidade de armazenamento em baterias cresceu 66%. Na Europa, as energias renováveis cresceram 7%.

30 Jun 2026 - 11:06

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Foto: Magnific

Foto: Magnific

A procura mundial de energia aumentou 1,7% em 2025, ano em que todas as fontes energéticas atingiram novos máximos históricos, mostra a Revisão Estatística da Energia Mundial do Energy Institute, publicada nesta terça-feira. 

A eletricidade limpa também alcançou um marco inédito, com as energias renováveis e a hidroeletricidade a satisfazerem integralmente o aumento da procura elétrica e a ultrapassarem o carvão como principal fonte de produção de eletricidade. 

Na Europa, as energias renováveis cresceram 7%, com uma ligeira queda na produção eólica. A produção de energia solar no Reino Unido destaca-se, com um aumento de 37%, de acordo com o relatório.

De acordo com o relatório, produzido em parceria com a Ember e em colaboração com a KPMG e a Kearney, a energia solar é responsável por 71% do aumento das renováveis em 2025. A nível global, a produção solar aumentou cerca de 30%, enquanto a capacidade de armazenamento em baterias cresceu 66%. 

“A mais recente Revisão Estatística confirma que as energias renováveis já não são um contributo marginal para o mix energético global. A energia solar e as renováveis estão a expandir-se a um ritmo sem precedentes, mas a simples instalação de capacidade não é suficiente” , afirma Maria de Kleijn, responsável pela Europa para sustentabilidade e sócia da Kearney.

“A próxima fase da transição será definida pela execução ao nível de todo o sistema, garantindo que as redes elétricas, o armazenamento e as soluções de flexibilidade acompanham o ritmo, para que o crescimento da energia limpa se traduza em transformação económica e social”, acrescenta. 

As emissões globais aumentaram 1,1%, embora as tendências regionais tenham divergido significativamente. Segundo o Energy Institute, as emissões dos Estados Unidos da América (EUA) aumentam mais rapidamente do que as da China. 

As emissões dos EUA cresceram 3,2%, impulsionadas por um aumento de 13% na produção elétrica a carvão. Em termos absolutos, este crescimento foi quatro vezes superior ao das emissões chinesas.

Os Estados Unidos registaram um aumento de 28% na produção solar, mas apenas 3% na eólica, enquanto a produção elétrica a carvão cresceu 13%, contribuindo para o aumento das emissões do país.

“Observamos sinais encorajadores de substituição dos combustíveis fósseis na produção elétrica, mas as emissões globais continuam a aumentar e as pressões sobre a segurança energética intensificam-se”, afirma Nick Wayth FEI, diretor executivo do Energy Institute. 

“Estas conclusões sublinham a urgência de acelerar a eficiência energética, a eletrificação e o investimento em tecnologias limpas em todo o mundo”, acrescenta.

O estudo revela ainda uma “mudança significativa” no mercado petrolífero. As Américas produzem atualmente cerca de 20% mais petróleo do que o Médio Oriente, após um aumento de 4% na produção de petróleo e gás dos Estados Unidos em 2025. 

Há cerca de 20 anos os países do Golfo produziam cerca de 20% mais do que as Américas, mas a tendência inverteu em 2025 graças ao atual conflito no Médio Oriente. Neste sentido, a produção petrolífera nas Américas ajudou a mitigar os impactos da instabilidade geopolítica. 

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