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Espanha vai investir 17,9 mil milhões de euros para modernizar a rede elétrica

A regulamentação prevê um aumento gradual do investimento nas redes elétricas entre 2027 e 2030. No caso da distribuição, poderão ser mobilizados até 10,2 mil milhões de euros adicionais, com 1,02 mil milhões de euros alocados a 2027.

29 Jul 2026 - 16:34

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Foto: Magnific

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O Governo espanhol aprovou a mobilização de mais de 17,9 mil milhões de euros para reforçar as redes de transporte e a distribuição de eletricidade até 2030, com o objetivo de acelerar a eletrificação da economia e facilitar a ligação de novos projetos industriais, residenciais e de mobilidade elétrica.

Esta nova medida, promovida pelo Ministério da Transição Ecológica e do Desafio Demográfico, regulamenta os planos de investimento nas redes de eletricidade e estabelece não só o volume de recursos adicionais, mas também os procedimentos para a elaboração, tramitação, acompanhamento e justificação das ações das empresas de distribuição.

A regulamentação prevê um aumento gradual do investimento nas redes elétricas entre 2027 e 2030. No caso da distribuição, poderão ser mobilizados até 10,2 mil milhões de euros adicionais, repartidos por 1,02 mil milhões de euros em 2027, 2,55 mil milhões de euros em 2028, 3,06 mil milhões de euros em 2029 e 3,57 mil milhões de euros em 2030, de acordo com o jornal espanhol El Economista. 

Já para a rede de transporte, o investimento adicional poderá superar os 7,7 mil milhões de euros, dependendo da versão final do Plano de Eletricidade 2030, que ainda está em preparação. 

O plano financeiro aponta atualmente para um investimento de 700 milhões de euros em 2027, seguido de 1,85 mil milhões de euros em 2028, 2,3 mil milhões de euros em 2029 e 2,85 mil milhões de euros em 2030.

Se estes valores forem somados aos investimentos ordinários associados aos limites do PIB, o investimento total nas redes de eletricidade poderá ultrapassar 35 mil milhões de euros até ao final da década.

O Governo justifica a medida com a inadequação dos atuais limites de investimento, normalmente fixados em 0,065% do PIB para a rede de transporte e 0,13% do PIB para a distribuição. Segundo o executivo, citado pelo El Economista, estes limites não permitem responder ao crescente número de pedidos de acesso e ligação de novos consumidores, nem às necessidades decorrentes da transição energética.

Com este novo decreto, as empresas de distribuição passam a poder destinar até 20% dos recursos adicionais a sistemas de controlo de tensão, monitorização remota e cibersegurança.

Outros 20% poderão ser aplicados em investimentos antecipados, ou seja, em infraestruturas construídas antes de existir procura plenamente garantida para os cinco anos seguintes. O objetivo é acelerar o desenvolvimento da rede em zonas saturadas ou sem capacidade disponível, sempre que se preveja que esses projetos possam atrair novas atividades económicas.

O regulamento permite ainda que até 10% dos recursos sejam destinados à adaptação das linhas elétricas às exigências de proteção das aves e outros 10% ao reforço da resiliência face às alterações climáticas e a fenómenos naturais adversos.

Simultaneamente, o decreto abre a possibilidade dos operadores das redes adquirirem linhas privadas já existentes, como as construídas inicialmente para escoar a eletricidade produzida por instalações de energias renováveis, integrando-as na rede elétrica. 

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