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Estados-membros preparam criação de hub para desenvolver tecnologias nucleares inovadoras
“Projeto Importante de Interesse Comum Europeu” sobre tecnologias nucleares inovadoras, incluindo a fusão, poderá facilitar a concessão de apoios estatais.
15 Dez 2025 - 17:23
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Foto: Freepik
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Alguns Estados-membros integram o grupo pioneiro de países que pretende criar um hub para desenvolver tecnologias nucleares inovadoras, incluindo a energia nuclear de fusão, encarada como prioridade estratégica de investigação em novas fontes de energia limpa, por ser considerada mais segura e com menos resíduos perigosos que a tradicional energia nuclear de fissão.
Segundo informações da Comissão Europeia, são 13 os países que integram este “Projeto Importante de Interesse Comum Europeu” (IPCEI, na sigla em inglês) sobre tecnologias nucleares inovadoras, incluindo a fusão, o que facilitaria a concessão de apoios estatais.
A Alemanha ainda não decidiu se irá participar, segundo avança o jornal alemão Tagesspiegel, citado pela plataforma Clean Energy Wire (CEW).
A não participação da Alemanha equivaleria a “uma catástrofe”, afirmou Günter Kraft, responsável pela comunicação e pelos assuntos governamentais da start-up germano-americana Focused Energy, ao jornal, salientando que recusar a participação no IPCEI poderia fazer com que a Alemanha ficasse para trás na Europa.
Segundo a infomação divulgada, o Ministério da Economia ainda está a avaliar o regime planeado. O instrumento deverá também abranger tecnologias de fissão nuclear, como os Pequenos Reactores Modulares (SMR), mas o ministério afirmou que qualquer participação alemã seria “exclusivamente limitada ao domínio da fusão”.
As principais start-ups alemãs de fusão apelaram ao governo para que aproveite uma “oportunidade histórica única” de liderar a tecnologia de fusão nuclear. O governo afirmou que irá investir mais de dois mil milhões de euros até 2029 em investigação e projetos-piloto.
Isto “não é suficiente”, disse Milena Roveda, diretora-executiva da Gauss Fusion, referindo que se trata de uma questão de soberania e independência europeias.
A Agência Internacional de Energia Atómica (IAEA, na sigla em inglês) aponta a energia de fusão como uma prioridade estratégica para investigação e desenvolvimento na área da energia limpa. A organização destaca os resultados alcançados com o projeto ITER (International Thermonuclear Experimental Reacto), a maior experiência científica global de fusão nuclear, com o objetivo de provar a viabilidade da fusão como fonte de energia limpa e segura e que está a decorrer em França.
Entretanto, recorde-se que a Gauss Fusion, empresa europeia de tecnologia verde fundada para construir a primeira central de fusão comercial do continente, completou o primeiro estudo abrangente europeu de mapeamento de clusters industriais e locais de energia adequados para a primeira geração de centrais de fusão na Europa.
O estudo identificou 150 clusters industriais com 900 locais na Europa, todos potencialmente capazes de acolher a primeira geração de centrais de fusão. Os potenciais locais foram identificados na Alemanha (53), França (14), Itália (7), Espanha (17), Suíça, Dinamarca (5), Países Baixos (7), Áustria (7) e República Checa (8), estando tipicamente situados em centros industriais ou áreas de elevada procura energética.
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