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Estagnação de materiais como cobre pode ser entrave à transição energética

Estudo da BP prevê crescimento das energias limpas em economias emergentes, mas diz que ritmo de melhoria da eficiência energética continua a ser insuficiente.

26 Set 2025 - 16:35

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Foto: Unsplash

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Através de dois cenários, a “trajetória atual” e “abaixo de 2º”, a BP estudou como é que o sistema energético pode evoluir nos próximos 25 anos. Concluiu que a oferta de materiais críticos como o cobre se encontra estagnada, potendo tornar-se num dos maiores entraves à transição energética nos próximos 10 anos.

“O mundo está atualmente a consumir mais de todos os tipos de energia. As tendências que sustentam essa procura ajudam a determinar o que será produzido e consumido nos próximos anos”, assegura o diretor económico da BP, Spencer Dale.

As disposições expostas pelo “Energy Outlook 2025” prevêem o crescimento da procura por energia em economias emergentes, o alargamento das energias eólica e solar e a desvalorização gradual dos combustíveis fósseis, mas deixa alguns alertas.

A análise mostra especificamente o ritmo de melhoria da eficiência energética continua a ser insuficiente, com uma média de apenas 1,5% ao ano entre 2019 e 2024, em comparação com quase 2% ao ano na década anterior. Apesar do rápido aumento das energias de baixo carbono, esta debilidade tem sustentado um crescimento estável dos fósseis.

Entre 2019 e 2024, as emissões de CO2 subiram em média 0,6% anualmente. O estudo alerta que, se as emissões se mantiverem semelhantes aos níveis recentes, “o orçamento de carbono estimado pelo Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC, na sigla inglesa), consistente com uma elevada probabilidade de limitar o aumento da temperatura global a 2 °C, será esgotado no início da década de 2040”.

As guerras na Ucrânia e no Médio Oriente e o aumento das sanções comerciais levaram muitos países a dar prioridade à segurança energética, explica o documento. Isso tem contribuído para uma maior aposta em produção energética doméstica e em cadeias de abastecimento próprias ou até diversificadas para tecnologias limpas. As opções variam: alguns países aceleram a eletrificação com renováveis internas, outros preferem explorar os seus combustíveis fósseis em vez de depender das cadeias internacionais de baixo carbono.

O investimento em energias limpas deverá atingir cerca de 1,8 mil milhões de euros em 2025, mais 70% do que em 2000, concentrado sobretudo em países ricos e na China, segundo a Agência Internacional de Energia, citada no estudo.

A BP acrescenta que as vendas de carros elétricos disparam, com a China a liderar, mas a massificação de tecnologias como hidrogénio verde, combustíveis de aviação sustentáveis ou captura de carbono ainda depende fortemente do apoio político.

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