2 min leitura
EUA investem 2,5 mil milhões de euros para reforçar produção nuclear doméstica
Departamento de Energia pretende reduzir dependência de urânio estrangeiro e impulsionar o renascimento do setor nuclear no país.
09 Jan 2026 - 10:40
2 min leitura
Foto: Unsplash
- Ministra do Ambiente desvaloriza acusações da CAP relativamente ao PNRN: “Acho muito estranha esta posição”
- LIPOR distingue 98 entidades por práticas sustentáveis no programa Coração Verde
- APREN defende renováveis como “única forma viável” de produção de eletricidade em Portugal
- Projetos portugueses apresentam soluções para descontaminar solos e águas residuais
- CAP acusa Governo de excluir agricultores e falha apresentação do plano de restauro da natureza
- Economia mundial perde anualmente 31% do PIB por desperdício de recursos
Foto: Unsplash
O Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE) anunciou um investimento de 2,7 mil milhões de dólares (cerca de 2,5 mil milhões de euros), destinado a reforçar os serviços de enriquecimento de urânio nos próximos dez anos.
A iniciativa, que se insere no compromisso do Presidente Trump de aumentar a segurança energética do país, visa reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros e fortalecer a capacidade nacional de produção de urânio pouco enriquecido (LEU) e de urânio pouco enriquecido de alto grau (HALEU), impulsionando o renascimento do setor nuclear americano, refere o DOE em comunicado.
Na nota divulgada, o secretário de Energia, Chris Wright, sublinhou que este investimento demonstra o compromisso da Administração em restaurar uma cadeia de abastecimento nuclear segura e autónoma, capaz de fornecer os combustíveis necessários para os reatores em operação e para os futuros reatores avançados. “O Presidente Trump está a catalisar um ressurgimento do setor nuclear do país, reforçando a segurança e a prosperidade dos Estados Unidos”, afirmou Wright.
O investimento garante combustível para manter em funcionamento os 94 reatores comerciais norte-americanos e cria uma base para o futuro lançamento de reatores nucleares avançados, refere o DOE.
Os EUA querem continuar a liderar em todas as frentes do nuclear. Em outubro passado, a administração de Donald Trump anunciou que vai investir cerca de 80 mil milhões de dólares (68 mil milhões de euros) na construção de novos reatores nucleares para produzir eletricidade. Trump tem como objetivo construir 10 reatores nucleares convencionais até 2030. A energia nuclear vai, aliás, receber a maior parte do dinheiro do gabinete de empréstimos do Departamento de Energia dos EUA.
Também é nos EUA que a academia anda de braço dado com as empresas. O inovador projeto MARVEL vai permitir que cinco empresas selecionadas testem os seus projetos num micro reator nuclear avançado no Idaho National Laboratory. Os projetos escolhidos vão explorar diferentes utilizações da energia nuclear, incluindo o fornecimento de energia a centros de dados, o suporte a aplicações de IA, a produção de água potável em locais remotos através de dessalinização e o teste de sensores avançados para reatores de nova geração.
- Ministra do Ambiente desvaloriza acusações da CAP relativamente ao PNRN: “Acho muito estranha esta posição”
- LIPOR distingue 98 entidades por práticas sustentáveis no programa Coração Verde
- APREN defende renováveis como “única forma viável” de produção de eletricidade em Portugal
- Projetos portugueses apresentam soluções para descontaminar solos e águas residuais
- CAP acusa Governo de excluir agricultores e falha apresentação do plano de restauro da natureza
- Economia mundial perde anualmente 31% do PIB por desperdício de recursos