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EUA querem reabrir corredor de gás russo para a Europa através da Ucrânia

Proposta prevê a intervenção de um intermediário norte-americano no negócio e contraria o calendário europeu para eliminar as importações de gás russo.

02 Nov 2026 - 10:10

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Foto Magnific

Shiny stainless steel industrial pipes with curved elbows on a rooftop against a clear blue sky in bright daylight

Foto Magnific

Os Estados Unidos a América estão a apoiar a retoma rápida das vendas de gás natural russo à Europa através de gasodutos que atravessam a Ucrânia, avançou o The Wall Street Journal (WSJ), neste domingo, citando responsáveis norte-americanos, europeus e ucranianos.

A proposta surge no âmbito de negociações com vista a um cessar-fogo energético antes da chegada do próximo inverno e terá sido apresentada pelos enviados norte-americanos Jared Kushner e Steve Witkoff durante deslocações a Moscovo e Kiev em setembro, acrescenta o jornal norte-americano.

A ideia passaria pela venda de gás russo através de um intermediário dos EUA, contornando desta forma as sanções europeias e criando uma oportunidade de negócio para investidores norte-americanos, segundo as fontes ouvidos pelo jornal.

Porém, a iniciativa norte-americana entra em contradição com a política energética da União Europeia (UE), que aprovou legislação para eliminar progressivamente as importações de gás natural russo.

Recorde-se que, em janeiro deste ano, a União Europeia formalizou a importação total das importações de gás russo a partir do início de 2027, enquanto o gás canalizado só poderá circular até ao outono do mesmo ano.

O regulamento adotado pelos Estados-membros instituiu mecanismos de verificação rigorosos, nomeadamente, antes de autorizar a entrada de importações de gás, os países da UE deverão confirmar o país de origem da produção. O incumprimento das normas pode resultar em sanções que ascendem a um mínimo de 2,5 milhões de euros para pessoas singulares e 40 milhões de euros para empresas – ou, alternativamente, 3,5% do volume de negócios anual total mundial ou 300% do valor estimado da transação, consoante o montante mais elevado.

A legislação integra o roteiro REPowerEU, que visa acabar com a dependência energética da Rússia.

 

 

 

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