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EUA vão medir efeitos dos microplásticos no corpo humano
Programa em todo o território terá um orçamento inicial de 144 milhões de dólares.
06 Abr 2026 - 08:07
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Os EUA vão lançar um programa em todo o território norte-americano para medir, investigar e eliminar, de forma acessível, os microplásticos e nanoplásticos que se infiltram no corpo humano.
A iniciativa, que foi anunciada na passada quinta-feira pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS, na sigla em inglês) dos EUA, terá um orçamento inicial de 144 milhões de dólares (125 milhões de euros).
O secretário para a Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, Robert F. Kennedy Jr., alertou que as partículas constituem “uma ameaça crescente” para a saúde humana.
Os cientistas definem os microplásticos como partículas minúsculas, derivadas de resíduos plásticos e que não podem ser completamente removidas pelos métodos tradicionais de filtragem de água.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), os microplásticos, com menos de 5 milímetros, movem-se facilmente na natureza e foram detetados no corpo humano e noutros organismos.
“Os norte-americanos merecem respostas claras sobre a forma como os microplásticos no seu corpo afetam a sua saúde. Através deste programa, vamos medir a exposição aos microplásticos, identificar as fontes de risco e desenvolver soluções específicas para a reduzir”, acrescentou Robert F. Kennedy Jr.
A iniciativa, denominada Systematic Targeting of Microplastics (‘Identificação sistemática de microplásticos’), será gerida pela Agência de Projetos de Investigação Avançada em Saúde do HHS.
Também na quinta-feira, o administrador da Agência de Proteção Ambiental dos EUA, Lee Zeldin, anunciou que os microplásticos foram adicionados à lista de materiais poluentes.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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