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Europa deve quadruplicar instalações anuais de baterias até 2030
Até 2030 a capacidade total das baterias instaladas na Europa poderá crescer dos atuais 100 GWh para cerca de 580 GWh. No entanto, segundo a SolarPower Europe, o crescimento do setor não é suficiente para atingir meta de 600 GWh da UE.
28 Jun 2026 - 14:42
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As novas instalações de armazenamento em baterias na Europa devem quase quadruplicar até 2030, passando de 36 GWh (Gigawatts-hora) em 2025 para 138 GWh anuais no fim da década, mostra o novo relatório da SolarPower Europe.
Até 2030, as novas instalações anuais deverão atingir os 138 GWh e já em 2026 devem atingir os 50 GWh, segundo o cenário médio previsto pela associação. No mesmo período, a capacidade total instalada na Europa poderá crescer dos atuais 100 GWh para cerca de 580 GWh no fim da década.
Apesar do forte crescimento do setor, o ritmo de instalação continua insuficiente para cumprir os objetivos energéticos da União Europeia de 600 GWh de armazenamento em baterias até 2030, o que compromete a flexibilidade do sistema energético, de acordo com o relatório.
Durante o ano passado, 2025, a Europa instalou cerca de 36 GWh de novas baterias, um aumento de 48% face a 2024. Desde 2021, o mercado europeu de armazenamento em baterias multiplicou dez vezes, refletindo “a rápida expansão das renováveis e a queda dos custos tecnológicos”.
Pelas previsões da SolarPower Europe, a expansão do setor deverá ser liderada por projetos de grande escala ligados à rede elétrica (utility-scale), que podem vir a representar cerca de 75% do mercado anual de armazenamento até 2030.
Este segmento tem vindo a ganhar vantagem com a redução dos custos tecnológicos e com “a crescente necessidade de flexibilidade por parte dos operadores de rede”, lê-se no documento.
Em contrapartida, o armazenamento residencial, que teve forte crescimento durante a crise energética de 2022, está a perder dinamismo em vários mercados. O segmento comercial e industrial mantém-se estável, mas com uma dimensão ainda reduzida, mostra o relatório.
O relatório destaca ainda uma “maior dispersão geográfica” do investimento em baterias na Europa. Alemanha, Reino Unido e Itália continuam a liderar o mercado, enquanto países como a Ucrânia e a Bulgária entraram recentemente para os principais mercados europeus.
De acordo com o relatório, “a emergência da Ucrânia no mapa europeu de armazenamento em baterias é particularmente significativa”. Após danos extensos na infraestrutura elétrica provocados por ataques russos, o armazenamento em baterias na Ucrânia “passou rapidamente de uma oportunidade de investimento para um ativo crítico de segurança energética”.
Apesar do forte crescimento do setor, o relatório alerta que a Europa continua a enfrentar uma lacuna de flexibilidade no sistema energético, com a capacidade de armazenamento ainda insuficiente face à expansão da energia solar.
“O mercado de baterias da Europa está a mover-se na direção certa, mas ainda não estamos onde precisamos de estar”, disse a diretora executiva Walburga Hemetsberger, à Reuters.
Neste sentido, a SolarPower Europe considera necessário que a UE avance com um plano europeu dedicado ao armazenamento em baterias, que inclua “melhores condições de acesso ao mercado, tarifas de rede mais adequadas à flexibilidade e um enquadramento regulatório estável para investidores”.
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