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Governo investe 3 ME em 18 projetos que reforçam cogestão de áreas protegidas
Financiamento da Agência para o Clima apoia iniciativas de conservação da natureza, valorização do património natural e participação das comunidades locais em áreas protegidas.
05 Ago 2026 - 17:18
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Foto: ICNF
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A Agência para o Clima aprovou o financiamento de 18 projetos destinados a reforçar a cogestão das áreas protegidas, num investimento global de 3 milhões de euros que envolve municípios, associações e outras entidades locais de todo o país.
A entidade responsável pela gestão dos instrumentos de financiamento do Ministério do Ambiente e da Energia (MAEn) aprovou o apoio a iniciativas que abrangem alguns dos mais emblemáticos territórios naturais nacionais, como a Companhia das Lezírias, que vai receber 200 mil euros; a Associação geoparque estrela, que vai receber 199,9 mil euros; ou a ADPM – Associação de Defesa do Património de Mértola, que vai receber 196,5 mil euros.
As intervenções apostam na conservação da biodiversidade, na valorização do património natural, no turismo de natureza, na educação ambiental e numa maior participação das comunidades locais na gestão das áreas protegidas.
A resposta ao programa “voltou a demonstrar o interesse das entidades locais pela cogestão das áreas protegidas”, assinala o MAEn em comunicado. Das 29 candidaturas apresentadas, 27 reuniram os critérios de elegibilidade. A decisão final contempla o financiamento de 18 iniciativas — 15 com apoio integral e três com apoio parcial —, num investimento global de 3 milhões de euros.
Os investimentos aprovados abrangem áreas protegidas de norte a sul do país e resultam de parcerias entre municípios, associações de desenvolvimento, organizações não-governamentais e outras entidades locais. As iniciativas incluem ações de conservação da natureza, recuperação e valorização do património natural, promoção da biodiversidade, educação ambiental, dinamização do turismo sustentável e consolidação do modelo de cogestão das áreas protegidas.
Para a Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, este investimento demonstra que a proteção da natureza depende de uma estreita colaboração entre o Estado, as autarquias e as comunidades locais.
“As áreas protegidas são um dos maiores ativos naturais de Portugal e a sua preservação exige o envolvimento de quem vive, trabalha e investe nestes territórios. Estes projetos mostram que é possível conciliar conservação da natureza, desenvolvimento local e criação de oportunidades para as comunidades, através de um modelo de gestão mais participado, mais próximo e mais eficaz”, sinaliza Maria da Graça Carvalho.
Os 18 projetos aprovados:
| Entidade | Financiamento aprovado |
| Companhia das Lezírias, S.A. | 200 mil € |
| Município de Portalegre | 200 mil € |
| AEPGA – Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino | 200 mil € |
| Associação Geopark Estrela | 199,9 mil € |
| Associação de Beneficiários da Lezíria Grande de Vila Franca de Xira | 199,8 mil € |
| ADIRN – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Norte | 199,8 mil € |
| Município de Bragança | 199,8 mil € |
| ADSAICA – Associação de Desenvolvimento das Serras de Aire e Candeeiros | 199,5 mil € |
| Município de Odemira | 198,7 mil € |
| ADERE-PG – Associação de Desenvolvimento das Regiões do Parque Nacional da Peneda-Gerês | 198 mil € |
| ADPM – Associação de Defesa do Património de Mértola | 196,5 mil € |
| Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) | 193,8 mil € |
| Associação de Municípios do Douro Superior | 185,6 mil € |
| Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, I.P. | 143,6 mil € |
| Vertigem – Associação para a Promoção do Património | 78,1 mil € |
| Município de Condeixa-a-Nova | 68,7 mil € |
| Câmara Municipal de Coimbra | 68,7 mil € |
| Município de Vila Real | 68,7 mil € |
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