3 min leitura
Governo pede apoio a Bruxelas para prejuízos causados pelo comboio de tempestades
Ministério da Economia reporta prejuízos totais superiores a 5,3 mil milhões de euros. Pedido de apoio ao Fundo de Solidariedade da UE destina-se a ajudar à reconstrução de infraestruturas públicas nacionais e regionais e intervenções de emergência.
14 Abr 2026 - 15:16
3 min leitura
Manuel Castro Almeida, ministro da Economia e da Coesão Territorial | Foto: GOV Portugal
- Governador do Banco da Finlândia considera que abrandar a transição verde seria um “erro grave”
- República Checa avança com regime de apoio direto ao preço para produção de biometano
- Reino Unido lança guia para ajudar PME a entrar no mercado global da fusão nuclear
- Governo pede apoio a Bruxelas para prejuízos causados pelo comboio de tempestades
- Faltam 500 mil milhões por ano para a transição energética na UE
- Organizações da sociedade civil criticam morosidade e complexidade de apoios à eficiência energética
Manuel Castro Almeida, ministro da Economia e da Coesão Territorial | Foto: GOV Portugal
O Governo submeteu nesta segunda-feira, junto da Comissão Europeia, o pedido de apoio ao Fundo de Solidariedade da União Europeia (FSUE) para prejuízos totais superiores da 5,3 mil milhões de euros causados pelo comboio de tempestades, que ocorreu em Portugal entre 22 de janeiro e 15 de fevereiro.
“Portugal foi afetado pelos excecionais fenómenos meteorológicos, caracterizados por eventos de múltiplos riscos e uma cascata de impactos. Estes eventos ilustram os crescentes desafios das alterações climáticas”, sublinha o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, no pedido endereçado à Comissão Europeia, segundo a nota enviada nesta terça-feira às redações.
A candidatura ao apoio financeiro do FSUE destina-se, segundo o Ministério da Economia, a ajudar ao financiamento da reconstrução das infraestruturas públicas nacionais e regionais afetadas, tal como a intervenções de emergência, nomeadamente junto das populações e infraestruturas diversas. “Portugal foi um espelho do impacto das alterações climáticas. É necessário preparar os territórios e as infraestruturas para a ocorrências destes eventos. A par da reconstrução, estamos a trabalhar para tornar Portugal mais resiliente”, garante Castro Almeida.
O pedido, formulado ao abrigo da categoria de “grande desastre”, recorda que o país foi assolado por sete tempestades (incluindo a tempestade Kristin), com ventos a os 130 quilómetros por hora, um recorde de precipitação, vários episódios de agitação marítima severa e grandes cheias e derrocadas.
Fenómenos que provocaram “graves impactos” com a destruição de habitações, estruturas críticas (como as de abastecimento de água, de energia, e de comunicações), nos serviços públicos, (portos, hospitais e escolas), na atividade económica e no património cultural, refere a nota.
Para o ministro da Economia e da Coesão Territorial, “a solidariedade europeia será uma das componentes do projeto de reconstrução e resiliência com que o Governo está comprometido, mesmo que, à luz dos regulamentos em vigor, deva corresponder apenas a uma fração do esforço de investimento e apoio de que necessitamos”.
O FSUE foi criado para apoiar Estados-membros na situação de ocorrência de catástrofes naturais graves ou emergências de saúde pública e funciona como um mecanismo de solidariedade interinstitucional, para recuperação de infraestruturas e de apoio às populações.
- Governador do Banco da Finlândia considera que abrandar a transição verde seria um “erro grave”
- República Checa avança com regime de apoio direto ao preço para produção de biometano
- Reino Unido lança guia para ajudar PME a entrar no mercado global da fusão nuclear
- Governo pede apoio a Bruxelas para prejuízos causados pelo comboio de tempestades
- Faltam 500 mil milhões por ano para a transição energética na UE
- Organizações da sociedade civil criticam morosidade e complexidade de apoios à eficiência energética