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Guterres apela a que COP30 garanta 1,12 mil milhões de euros anuais em investimento climático até 2035

Secretário-geral da ONU defende que países apresentem novos planos climáticos para 2035, com cortes drásticos nas emissões e uma transição energética justa a nível global.

25 Set 2025 - 16:04

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António Guterres no discurso de abertura do dia do Clima, na Assembleia Geral da ONU 2025 | Foto: UN Photo/Manuel Elías

António Guterres no discurso de abertura do dia do Clima, na Assembleia Geral da ONU 2025 | Foto: UN Photo/Manuel Elías

No dia dedicado ao Clima, na Assembleia Geral das Nações Unidas, o secretário-geral, António Guterres, lançou um apelo à comunidade internacional para intensificar a ação climática, sublinhando que “ainda é possível” limitar o aumento da temperatura global a 1,5ºC até ao final do século. O objetivo, agora, é que a COP30 garanta 1,12 mil milhões de euros anuais em financiamento climático até 2035.

No discurso de abertura desta quarta-feira, Guterres destacou que a ciência e a economia convergem na mesma direção: investir em energias limpas não só reduz emissões como cria emprego, gera eletricidade mais barata e garante maior segurança energética. Recordou que no último ano o investimento em renováveis foi o dobro do aplicado em combustíveis fósseis, apesar dos subsídios que continuam a distorcer o mercado.

O responsável da ONU defendeu que os países apresentem novos planos climáticos para 2035, com cortes drásticos nas emissões e uma transição energética justa a nível global. “Estamos no alvorecer de uma nova era energética. Devemos aproveitar este momento de oportunidade” reforçou, citando os exemplos da China e da Índia, que cumpriram metas de renováveis antes do previsto.

Em preparação para a COP30, que vai decorrer no Brasil em novembro, Guterres estabeleceu cinco prioridades: acelerar a transição para energias limpas, reduzir rapidamente as emissões de metano, travar a destruição das florestas, aplicar novas tecnologias na indústria pesada e reforçar a justiça climática, apoiando países em desenvolvimento.

Para isso, exige reformas profundas no sistema financeiro internacional, maior capacidade de empréstimo dos bancos multilaterais, alívio da dívida, contribuições substanciais para o Fundo de Perdas e Danos e reforço imediato do financiamento à adaptação.

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