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Infinity Metals acusa Governo Regional da Extremadura de travar mina de lítio

Empresa, que venceu o concurso público em 2016 para desenvolver a mina de San José em Cáceres, afirma já ter alocado recursos financeiros e técnicos significativos ao projeto.

06 Ago 2026 - 11:32

4 min leitura

Foto: Infinity Metals

Foto: Infinity Metals

A empresa australiana Infinity Metals acusa o Governo Regional da Extremadura de travar os trabalhos desenvolvidos na mina de lítio de San José, em Cáceres, por lhe negar licenças para perfuração exploratória. Segundo avança o El Economista, a empresa, que já terá investido cerca de 20 milhões de euros no projeto de lítio nesta região, afirma que não conseguiu concluir a documentação técnica exigida porque não teve autorização para aceder ao local do projeto.

Segundo o jornal, numa informação enviada aos acionistas e à Bolsa de Valores da Austrália, a Infinity Metals afirmou que o Serviço de Minas de Espanha rejeitou o seu pedido por considerar insuficientes as informações apresentadas. No entanto, a empresa sustenta que nunca conseguiu aceder ao local para realizar as perfurações necessárias porque não obteve as licenças exigidas.

A empresa alega que a decisão da administração regional se baseia na falta de documentação técnica que, segundo afirma, não foi possível concluir devido a problemas na gestão das licenças de mineração.

O CEO da empresa, Adrian Byass, descreveu a situação como “inacreditável” e afirmou que a rejeição resultou de circunstâncias “fora do controlo da empresa” e, segundo a sua perspetiva, relacionadas com falhas na atuação do Governo regional.

A Infinity recorda que venceu o projeto em 2016, na sequência de um concurso público lançado pelo Governo Regional da Extremadura para promover o desenvolvimento da mina de San José. Desde então, afirma ter dedicado recursos financeiros e técnicos significativos ao avanço da iniciativa e lamenta que, apesar do potencial mineiro da região, nenhuma nova mina tenha sido aberta nas últimas duas décadas.

No seu site, a empresa destaca esta mina como “um projeto de lítio totalmente integrado, estrategicamente localizado para servir de base a uma cadeia de valor europeia de baterias de lítio”. Salienta ainda que “utilizando um dos maiores recursos de lítio da Europa, o San José é considerado fundamental para o sucesso das ambições europeias de construir a sua própria cadeia de valor de baterias de lítio, à medida que a Europa continua a avançar rumo à eletrificação”.

No final de julho, o Governo Regional da Extremadura encerrou o processo administrativo aberto para a concessão direta de exploração da mina de lítio de San José, que este não cumpre os requisitos exigidos para este tipo de autorização.

O governo regional afirmou na altura que a decisão se baseia exclusivamente em critérios técnicos e legais decorrentes da análise do pedido. Explica que, durante o processo, a empresa foi solicitada a fornecer diversos documentos e informações complementares, os quais não foram apresentados conforme exigido, circunstância que levou à resolução desfavorável emitida pela Direção-Geral da Indústria, Energia e Minas.

Segundo o El Economista, a empresa ainda não decidiu qual será o próximo passo. Entre as opções em análise estará a apresentação de um recurso contra a decisão, para o qual dispõe de 30 dias, ou a submissão de um novo pedido de licença de exploração, um processo que implicaria reiniciar grande parte do procedimento administrativo.

 

 

 

 

 

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