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Investigação identifica dez famílias de pinheiros mais adequadas à floresta portuguesa

Entre 2020 e 2026, Sonae Arauco testou 244 famílias de pinheiro-bravo e pinheiro-radiata e detetou um lote que permite a recuperação média de 26% da floresta nacional desta espécie.

21 Abr 2026 - 18:44

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Foro: Sonae Arauco

Foro: Sonae Arauco

Para inverter o tendencial declínio das áreas da floresta de pinheiro portuguesa, a empresa Sonae Arauco, através de uma investigação, identificou um lote de dez famílias de pinheiro-radiata mais adequadas às condições específicas de Portugal. As selecionadas permitem um ganho médio de 26% a nível nacional, ao distinguirem-se ainda no critério de sobrevivência.

A empresa de soluções à base de madeira refere que em 20 anos, entre 1995 e 2015, o país perdeu 27% da área plantada. Para ilustrar, este valor equivale à perda de mais de 13 mil campos de futebol por ano. Ademais, com as fortes vagas de incêndios de 2017 e 2025, ardeu um total de 300 mil hectares da floresta só na última década, tendo ficado o pinheiro-bravo novamente exposto perante a tempestade Kristin, no início deste ano.

Nos últimos seis anos, o projeto “Gene Radiata” testou um total de 244 famílias de pinheiro-bravo e pinheiro-radiata, ao longo de 12 ensaios elaborados em diferentes condições de solo e clima e escolhidos em colaboração com o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

“Com esta seleção identificámos o primeiro lote das famílias de pinheiro-radiata com maior potencial produtivo e adaptativo às condições de solo e clima do nosso país”, rematou o gestor de Regulamentação e Sustentabilidade da Madeira, Nuno Calado.

O responsável revelou ainda que a informação recolhida pelo projeto será agora partilhada com os produtores florestais portuguesas e, a médio prazo, o objetivo é “fomentar a reprodução em escala das plantas selecionadas, num contributo decisivo para o aumento da rentabilidade da cadeia de valor do pinheiro”.

O projeto envolveu 200 mil sementes de pinheiro-bravo e de pinheiro-radiata provenientes de Portugal, Espanha, França e Chile, para testar e comparar o comportamento das plantas sob diferentes condições. Na primeira fase, 100 mil sementes cresceram num viveiro, em condições idênticas. Depois, foram plantados 21.600 pinheiros nas regiões Norte e Centro, em zonas litorais e interiores, em áreas com solos de areias, de xistos e granitos.

No verão de 2021, iniciou-se a repetição de todo o processo, com a ideia de reduzir o efeito do clima nos resultados obtidos no primeiro ano, com nova fase de sementeira e plantação das árvores para as zonas de ensaio, totalizando 42.000 árvores em 12 locais, e uma área de 35 hectares, distribuídos por vários concelhos.

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