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Investigadores pedem que não se introduza mais peixe sirulo no Tejo
Estudo revela que peixe-gato-europeu é "predador de topo" e está a colocar em risco os ecossistemas do rio. A intensificação da sua pesca pode ser solução, de acordo com uma das autoras.
29 Set 2025 - 17:03
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Foto: Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa
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Foto: Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa
Um estudo concluiu que o siluro, ou peixe-gato-europeu, consome um grande número de espécies nativas no rio Tejo, entre elas algumas ameaçadas, como a enguia-europeia e os sáveis. Está mesmo a alterar o equilíbrio ecológico dos ecossistemas. “É fundamental que esta informação chegue às comunidades locais, em particular aos pescadores, para prevenir novas introduções do siluro”, salienta Mafalda Moncada, uma das autoras da pesquisa.
Este é a primeira investigação em Portugal a combinar DNA metabarcoding e a análise morfológica para descrever os padrões da dieta do peixe-gato-europeu, e foi liderada pelo MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente e a ARNET – Rede de Investigação Aquática, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
O siluro, vindo do leste da Europa e da Ásia ocidental, foi introduzido na Península Ibérica em 1974 e comprovado em Portugal em 2014. É o maior peixe de água doce na Europa, pode chegar aos 2,7 metros de comprimento e aos 130 kg. A faculdade explica em comunicado que “como predador de topo com dieta generalista”, exerce “forte pressão sobre a fauna nativa”.
Mafalda Moncada acredita, portanto, que “a intensificação da sua captura, sobretudo na primavera e junto a barragens, pode ser uma estratégia eficaz para reduzir a pressão predatória sobre espécies nativas”.
Os siluros mais pequenos alimentam-se sobretudo de crustáceos, enquanto os maiores consomem mais peixes migradores, com maior impacto em épocas críticas, como a de reprodução destas espécies.
O estudo teve o financiamento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), através dos projetos atribuídos ao MARE/ARNET e ao MEGAPREDATOR. Foi cofinanciado pelo programa LIFE Nature & Biodiversity.
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