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ISO e GHG Protocol avançam para unificação de contabilização de emissões de carbono

Novo padrão vai refletir não apenas as emissões que as organizações geram, mas também as ações que estão a desenvolver e vão contribuir para a descarbonização da economia. Integração deverá reduzir a duplicação de esforços por parte das organizações e padronizar dados entre mercados e jurisdições.

14 Ago 2026 - 09:29

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Foto: Adobe stock/Sansert

Foto: Adobe stock/Sansert

Depois da parceria estratégica anunciada em setembro passado, a Organização Internacional para Padronização (ISO) e o Protocolo de Gases de Efeito Estufa (GHG Protocol) anunciaram que vão mesmo avançar para uma unificação e harmonização dos dois protocolos globais de contabilização de emissões de gases com efeito estufa (GEE).

O objetivo, solicitado por empresas e governos a nível global, é simplificar esta contabilização e criar dados de carbono consistentes e comparáveis, o que facilitará decisões estratégicas e investimentos à escala global.

“Um padrão corporativo consolidado representa um passo significativo para integrar e harmonizar a contabilização dos gases com efeito de estufa em todo o mundo. Para as organizações que aplicam estes padrões para medir as suas emissões de gases com efeito de estufa, a existência de um único padrão corporativo irá simplificar o reporte, reduzir a duplicação de esforços e proporcionar maior consistência entre mercados e jurisdições. Isto permitirá, por sua vez, que as empresas dediquem mais tempo à redução das emissões”, sublinha Tim Mohin, CEO do GHG Protocol.

O novo padrão vai integrar os Scope 1, Scope 2 e Scope 3 do GHG Protocol com a norma ISO 14064-1 e incorporar uma nova abordagem para ações e instrumentos de mercado, a Actions and Market Instruments (AMI). Esta vai ter em conta os esforços de descarbonização levados a cabo pelas organizações, pis permitirá refletir o impacto das medidas e investimentos de descarbonização adotados pelas organizações.

“A norma AMI ajudará as organizações a apresentar uma visão mais clara e credível do seu desempenho climático global, refletindo não apenas as emissões que geram, mas também as ações que estão a desenvolver para as reduzir e o seu contributo para a descarbonização real da economia”, clarifica Tim Mohin.

A proposta em desenvolvimento prevê um modelo de reporte “multi-statement”, permitindo às empresas apresentar separadamente três componentes: as emissões físicas das suas próprias operações e cadeias de valor; as emissões associadas a instrumentos de mercado, como acordos contratuais relacionados com a mitigação; e o impacto das suas ações e decisões de investimento na redução de emissões, através de métodos consequenciais.

A abordagem pretende distinguir, assim, as emissões que uma empresa efetivamente gera do efeito dos instrumentos de mercado que utiliza e do impacto das suas ações de descarbonização.

Segundo a instituição, os contributos recolhidos até agora revelam um forte apoio a este modelo, que deverá permitir uma visão mais completa e transparente do desempenho climático das empresas e da sua contribuição para a descarbonização da economia.

Ao criar uma linguagem global comum para a contabilização das emissões, a decisão marca uma nova era na contabilidade de carbono.

As organizações estão agora a analisar diferentes abordagens de reporte, que terão ainda de passar pelo processo formal de desenvolvimento da norma.

Depois, antes de se avançar para o futuro padrão corporativo, terá ainda lugar uma consulta pública integrada para o segundo trimestre de 2027.

 

 

 

 

 

 

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