2 min leitura
L’Oréal aposta na transformação de CO2 capturado em plástico para embalagens
Parceria com a empresa Dioxycle visa produzir polietileno a partir de emissões de carbono capturadas, numa tentativa de reduzir a pegada carbónica das embalagens do grupo de cosméticos.
08 Mar 2026 - 15:20
2 min leitura
Foto: L'Oréal
- BPF mobiliza 1.462 milhões de euros em crédito para reconstrução após tempestades
- Águas do Vale do Tejo ganham projeto para produção de energia hidroelétrica
- O que ganham os municípios com novos projetos de renováveis?
- Governador do Banco da Finlândia considera que abrandar a transição verde seria um “erro grave”
- República Checa avança com regime de apoio direto ao preço para produção de biometano
- Reino Unido lança guia para ajudar PME a entrar no mercado global da fusão nuclear
Foto: L'Oréal
A multinacional de cosmética L’Oréal estabeleceu uma parceria plurianual com a empresa de tecnologias químicas limpas Dioxycle para desenvolver embalagens produzidas a partir de emissões de carbono capturadas, numa iniciativa que procura reduzir o impacto climático dos materiais utilizados pela indústria da beleza.
A colaboração assenta numa tecnologia de eletrólise de carbono desenvolvida pela Dioxycle, que converte monóxido ou dióxido de carbono capturado em etileno (a matéria-prima base do polietileno, um dos plásticos mais utilizados em embalagens e atualmente produzido maioritariamente a partir de petróleo ou gás natural).
Segundo as empresas, o processo permite obter polietileno com qualidade equivalente ao chamado plástico “virgem”, mantendo as propriedades técnicas exigidas pelas embalagens, enquanto reduz significativamente a pegada de carbono associada à produção.
A iniciativa pretende complementar outras estratégias de descarbonização do setor, como a reciclagem ou o uso de materiais de base biológica, introduzindo uma nova fonte de carbono renovável: as próprias emissões capturadas de processos industriais.
Para a L’Oréal, a aposta tem também implicações diretas na redução das chamadas emissões de Escopo 3 (aquelas que resultam das cadeias de valor) que representam a maior fatia da pegada carbónica de muitas empresas.
A parceria demonstra que “sustentabilidade e desempenho podem andar de mãos dadas”, nas palavras da diretora-executiva e cofundadora da Dioxycle, Sarah Lamaison, citada em comunicado. Já Jacques Playe, responsável global de desenvolvimento de embalagens do grupo L’Oréal, considera que a conversão de emissões de carbono em novos materiais pode abrir “caminhos inéditos” para embalagens mais sustentáveis e de alto desempenho.
- BPF mobiliza 1.462 milhões de euros em crédito para reconstrução após tempestades
- Águas do Vale do Tejo ganham projeto para produção de energia hidroelétrica
- O que ganham os municípios com novos projetos de renováveis?
- Governador do Banco da Finlândia considera que abrandar a transição verde seria um “erro grave”
- República Checa avança com regime de apoio direto ao preço para produção de biometano
- Reino Unido lança guia para ajudar PME a entrar no mercado global da fusão nuclear