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Lula da Silva quer petrolíferas, mineradoras e super ricos a financiar a transição energética
Presidente salientou diante da COP30 que quem mais sofre “são os indígenas, são os pobres de África, da América Latina, da Ásia”. Acrescentou que se o fóssil polui muito, "precisamos de começar a pensar como viver sem combustível fóssil".
20 Nov 2025 - 13:19
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Foto de Ueslei Marcelino/COP30
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Foto de Ueslei Marcelino/COP30
O Presidente brasileiro, Lula da Silva, defendeu quarta-feira que as petrolíferas, as mineradoras e os super ricos devem contribuir para financiar a transição energética, “porque senão quem vai sofrer é a parte mais pobre do planeta Terra”.
“As empresas petrolíferas têm que pagar uma parte disso, as mineradoras têm que pagar uma parte disso, as pessoas que ganham muito dinheiro têm que pagar uma parte disso, porque senão quem vai sofrer é a parte mais pobre do planeta Terra”, defendeu o chefe de Estado brasileiro, numa declaração à imprensa, na Conferência das Nações Unidas do Clima (COP30), que decorre na cidade amazónica de Belém.
Quem sofre mais, prosseguiu, “são os indígenas, são os pobres de África, da América Latina, da Ásia”, sendo que por essa razão é que a presidência brasileira da COP30 colocou no centro da negociação a criação de um plano de ação para deixar para trás os combustíveis fósseis.
O chefe de Estado brasileiro frisou ainda que é necessário diminuir a emissão de gases com efeito de estufa “e se o combustível fóssil é uma coisa que emite muito gás, nós precisamos de começar a pensar como viver sem combustível fóssil e construir a forma de como viver”.
“E falo isso muito à vontade, porque eu sou de um país que tem petróleo, sou de um país que extrai 5 milhões de barris de petróleo por dia”, mas com elevada utilização de etanol, forte produção de biodiesel e uma matriz elétrica 87% limpa.
Lula da Silva voltou a insistir que os países ricos devem “ajudar a trajetória energética africana, a produção de biocombustível, a produção de eólica, solar, não é apenas um pouco de dinheiro, mas transferência de tecnologia, de conhecimento”.
A 30.ª conferência das Nações Unidas para as alterações climáticas, a decorrer em Belém, na Amazónia brasileira, deverá terminar na sexta-feira.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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