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Mercado mundial de gás natural cresce 6,3% e atinge máximo histórico em 2025

EUA continuam a ser o maior exportador mundial de GNL, com 110,7 milhões de toneladas, enquanto a Europa registou o maior crescimento das importações de gás natural, com um aumento de 26,1 milhões de toneladas, segundo a União Internacional do Gás

07 Jul 2026 - 16:04

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Foto: Magnific

Foto: Magnific

O mercado mundial de gás natural liquefeito (GNL) atingiu um nível recorde, com o investimento a aproximar-se de máximos históricos, apesar das perturbações nos mercados, mostra a edição de 2026 do Relatório Mundial do GNL da União Internacional do Gás (IGU, na sigla em inglês), divulgado nesta terça-feira.

Segundo o relatório, o comércio mundial de gás natural liquefeito (GNL) atingiu um recorde de 437 milhões de toneladas em 2025, com um crescimento de 6,3%, o mais elevado desde 2022. Ao mesmo tempo, o investimento em nova capacidade de produção de GNL aumentou para o nível mais elevado dos últimos seis anos.

Em 2025, os Estados Unidos mantiveram-se como o maior exportador mundial de GNL, com 110,7 milhões de toneladas, enquanto a Europa registou o maior crescimento das importações, com um aumento de 26,1 milhões de toneladas. 

De acordo com a União Internacional do Gás, o crescimento do comércio foi impulsionado pela expansão da oferta proveniente dos Estados Unidos, do Qatar e de outros produtores. No ano passado, o Canadá e o Senegal passaram, pela primeira vez, a integrar o grupo de países exportadores de GNL.

O relatório revela que o setor está a entrar “numa nova fase de maturidade e resiliência”, tendo conseguido “responder com sucesso a um dos períodos mais desafiantes da sua história”, referindo-se à Crise no Médio Oriente. 

Ao mesmo tempo, o mercado do GNL continua a reforçar o seu papel no apoio à segurança energética mundial, ao desenvolvimento económico e à redução das emissões.

A edição de 2026 do relatório destaca ainda uma “vaga de confiança” dos investidores no setor. Em 2025, foi tomada a decisão final de investimento para 68,4 milhões de toneladas por ano (Mtpa) de nova capacidade de liquefação. 

“A continuidade do investimento, a existência de enquadramentos políticos favoráveis e rotas comerciais globais seguras serão essenciais para manter a estabilidade do mercado e garantir que o GNL continue a fornecer energia fiável, acessível e de baixas emissões a milhares de milhões de pessoas em todo o mundo”, afirma Menelaos Ydreos secretário-geral da IGU, em comunicado. 

Embora o setor do GNL tenha entrado em 2026 num contexto de agravamento do conflito no Médio Oriente e de perturbações em infraestruturas críticas de abastecimento, o relatório conclui que o mercado mundial de GNL demonstrou “um nível de flexibilidade e resiliência sem precedentes em anteriores crises energéticas”.

O relatório conclui que, “embora a indústria do GNL não esteja imune aos desafios de operar num contexto de crescente incerteza geopolítica”, a sua capacidade para distribuir grandes volumes de energia de baixas emissões reforça o papel do GNL como “um verdadeiro amortecedor da economia mundial”.

No fim de 2025, a capacidade mundial de liquefação atingia 524,5 milhões de toneladas por ano (Mtpa) e a capacidade de regaseificação ascendia a 1.113,5 Mtpa, distribuída por 50 mercados importadores. 

“À medida que a procura mundial de energia continua a aumentar, o GNL está bem posicionado para continuar a ser um dos pilares do sistema energético mundial, apoiando a segurança energética, a acessibilidade dos preços e a flexibilidade durante a transição energética”, acrescentou o secretário de estado da IGU.

O abastecimento de navios com GNL continuou também a crescer, impulsionado pelo reforço das normas ambientais no setor marítimo e pela procura de combustíveis de baixas emissões. 

Além disso, o relatório revela que estão em desenvolvimento mais de 1.100 Mtpa de nova capacidade de liquefação, o que evidencia o potencial de crescimento do setor nos próximos anos.

Assim, a procura de GNL deverá manter-se sólida até 2035, sustentada pelo crescimento da população, pela urbanização, industrialização, aumento do consumo de eletricidade, digitalização e pela rápida expansão dos centros de dados e das infraestruturas de inteligência artificial.

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