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OMS alerta para “mais semanas mortais” de calor extremo e coloca Portugal na linha da frente de nova vaga
Temperaturas podem chegar aos 43 graus em Portugal nos próximos dias. Diretor regional da OMS reuniu-se com representantes de países europeus para preparar novas medidas de proteção.
07 Jul 2026 - 17:26
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Foto: Magnific
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A Europa poderá enfrentar “mais semanas mortais” devido ao calor extremo, alertou nesta terça-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS), numa altura em que uma nova vaga de calor começa a formar-se sobre o Atlântico e ameaça voltar a elevar as temperaturas em vários países do continente.
A OMS aponta Portugal como um dos países mais expostos a este novo episódio de calor intenso, com as temperaturas previstas a poderem atingir os 43 graus Celsius nos próximos dias, segundo a informação avançada pela Reuters.
O alerta surge depois de uma das vagas de calor mais severas alguma vez registadas na Europa, entre 20 e 28 de junho, que provocou fortes impactos nos sistemas de saúde, perturbações na produção de energia e danos em infraestruturas.
O diretor regional da OMS para a Europa, Hans Kluge, realizou na segunda-feira uma reunião de emergência com representantes de países da região, a Comissão Europeia e organizações da sociedade civil para discutir as lições retiradas da última vaga de calor e preparar a resposta a novos episódios extremos.
Segundo Kluge, os países que tinham planos de ação para a saúde relacionados com o calor conseguiram responder de forma mais rápida e proteger melhor as populações durante a vaga de junho. Ainda assim, o responsável alertou que menos de metade dos Estados-membros europeus da OMS dispõe atualmente de um plano deste tipo.
“A prioridade agora é corrigir aquilo que falhou nas últimas semanas antes de a próxima vaga de calor atingir a região e construir sistemas de saúde que não apenas respondam ao calor extremo, mas estejam preparados para ele”, afirmou Hans Kluge.
A vaga de calor registada no final de junho foi descrita por especialistas como uma das mais intensas de sempre na Europa. Cientistas indicaram que o fenómeno foi “quase certamente” agravado pelas alterações climáticas, que estão a aumentar a frequência e a intensidade dos episódios de calor extremo.
Em França, nos Países Baixos e na Bélgica, as autoridades contabilizaram cerca de 3.700 mortes em excesso associadas ao calor, embora os números ainda sejam provisórios e possam aumentar com novas avaliações.
A OMS voltou também a alertar para a necessidade de reforçar a proteção dos grupos mais vulneráveis.
Com uma nova vaga de calor a aproximar-se, Portugal e os restantes países europeus enfrentam o desafio de reforçar os sistemas de alerta, a proteção da saúde pública e o acompanhamento das populações em maior risco, salienta a OMS.
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