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Ministra diz que governo tem meios legais para travar perda de soberania na refinaria de Sines

A ministra afastou a eventualidade de no futuro vir a existir "perda de soberania" nacional sobre a infraestrutura energética. A Galp anunciou o fim das negociações com a Moeve por não ter sido alcançado um acordo entre as partes.

02 Nov 2026 - 16:14

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Ministra do Ambiente e Energia Maria da Graça Carvalho | Foto ARTV

Red-haired woman wearing glasses and a pink blazer speaks into a microphone at a formal meeting room.

Ministra do Ambiente e Energia Maria da Graça Carvalho | Foto ARTV

A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, disse hoje que o Governo “tem os meios legais para atuar” numa eventual perda do controlo nacional da refinaria de Sines, a única existente no país.

Comentando a disponibilidade da Galp para analisar novas oportunidades de negócio após o fim das negociações com a Moeve, que dariam ao parceiro espanhol o controlo de 80% da refinaria de Sines, a ministra afastou a eventualidade de no futuro vir a existir “perda de soberania” nacional sobre aquela infraestrutura energética.

Exemplificou com o decreto-lei 138/2014, que prevê a recusa à entrada de investidores de um Estado não-membro da UE em ativos estratégicos, e com o Regulamento europeu 452, de 2019, que permite a oposição a investimentos extracomunitários em infraestruturas críticas, tal como Maria da Graça Carvalho já tinha avançado ao Jornal PT Green.

“Se for investimento europeu, aí tem que haver uma forma de negociação, mas iremos tudo fazer para manter essa soberania”, adiantou a governante.

Graça Carvalho citou também outro regulamento europeu de 2026, sobre “segurança das infraestruturas críticas”, que o Governo poderia ter aplicado para se opor ao negócio entre a Galp e a Moeve, caso este tivesse sido concretizado.

“Estivemos sempre a acompanhar, sabíamos que existiam estas possibilidades, mas não foi por nossa causa que o acordo não foi feito”, disse ainda, acrescentando que as negociações foram conduzidas “sem sobressaltos”.

Em 26 de outubro, a Galp anunciou o fim das negociações com a Moeve para uma possível combinação dos negócios de refinação e comercialização de combustíveis, por não ter sido alcançado um acordo entre as partes, sem adiantar mais pormenores.

A Moeve é controlada pela Mubadala Investment Company, o fundo soberano do Abu Dhabi, e pelo grupo norte-americano Carlyle.

Em 29 de outubro, numa audição no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, afirmou que a decisão da Galp relativamente ao fim das negociações com a Moeve “é soberana”, mas garantiu que o Governo cumpriu o seu papel, “como não poderia deixar de ser”.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green

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