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PBS lança observatório para ligar o Atlântico à China com foco nas energias limpas
Iniciativa da Porto Business School pretende aproximar empresas, universidades e centros de investigação das duas regiões, com especial atenção às energias limpas, à inteligência artificial e às tecnologias emergentes.
02 Nov 2026 - 12:06
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A Porto Business School (PBS) lança o Atlantic–China Futures Observatory, uma iniciativa do Innovation X Hub que pretende posicionar o Porto como plataforma de ligação entre a China e os países do Atlântico, incluindo Portugal, Brasil e África lusófona.
O projeto aposta na cooperação entre empresas, universidades e centros de investigação, com foco em áreas estratégicas como as energias limpas, as baterias e a inteligência artificial.
A PBS destaca que a China está atualmente na linha da frente de vários dos domínios que vão definir a próxima década, nomeadamente nas áreas das baterias e s energias limpas até à inteligência artificial. E salienta que, para as empresas, universidades e centros de investigação do Atlântico, saber trabalhar com a China tornou-se uma questão de competitividade.
Para José Esteves, dean da Porto Business School, “o futuro dos negócios não pode ser construído a partir de uma só geografia. A China está a transformar setores decisivos para a próxima década. A nossa ambição é ajudar todo o Atlântico a trabalhar com ela e formar os líderes que o vão fazer, a partir do Porto”.
A instituição salienta que atualmente a relação das universidades, centros de investigação e empresas com a China se faz de forma fragmentada e que este observatório nasce precisamente para juntar estabelecer uma “cooperação mais profunda” entre estas esferas.
O Atlantic–China Futures Observatory surge no seguimento de, em outubro, em Pequim, o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, ter reativado a Comissão Mista de Ciência e Tecnologia entre Portugal e a China, suspensa desde 2019, e acordado cinco áreas prioritárias de cooperação, do oceano e da economia azul à energia, à saúde e à agricultura, com um programa conjunto que vai incluir a colaboração entre instituições científicas e empresas.
Os dois países vão ainda negociar em 2027 um acordo de reconhecimento mútuo de graus académicos, essencial para a mobilidade de alunos e investigadores. O Observatório quer apoiar a transformação desta agenda em projetos, parcerias e negócio.
A PBS salienta que o mundo lusófono é a “grande vantagem” do Porto nesta relação. Isto porque a China é o maior parceiro comercial do Brasil e um parceiro económico central para Angola, Moçambique e os restantes países africanos de língua portuguesa. O objetivo passa, assim, por fazer do Porto o lugar onde a comunidade lusófona se encontra com a China.
As iniciativas
O trabalho do Observatório organiza-se em três pilares. Nomeadamente, o China Futures Intelligence combina investigação aplicada e inteligência estratégica sobre a economia e as tecnologias de fronteira da China, da inteligência artificial às energias limpas, para apoiar as decisões de empresas e líderes.
Já o Atlantic–China Business Connections liga empresas, universidades e centros de investigação de todo o Atlântico, do mundo lusófono e da China, para criar parcerias, investimento e projetos conjuntos.
E o Future Business & Innovation prepara líderes e talento para trabalhar com a China, através de formação de executivos, mobilidade académica, imersões empresariais e projetos de coinovação.
As primeiras iniciativas incluem briefings mensais de estratégia para administrações, um primeiro Annual Atlantic–China Outlook, previsto para janeiro de 2027, e uma China Innovation Week.
Para Shirley Ze Yu, diretor of the Founding Council of the Atlantic-China Futures Observatory, “o debate sobre a China é urgente em todo o Atlântico, mas falta-lhe uma voz lusófona. O Atlantic–China Futures Observatory junta o conhecimento europeu, a experiência das Américas e de África, as capacidades chinesas e o ecossistema lusófono, para que empresas e líderes trabalhem com a China com clareza estratégica e visão de futuro. Queremos ajudar os nossos parceiros não só a antecipar a mudança, mas também a construí-la”.
No Observatório, Shirley Ze Yu, que é colaboradora do Financial Times e comentadora regular da BBC e da Bloomberg, será responsável pela agenda estratégica, pela produção de conhecimento e pela projeção internacional. A
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