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Ministra do Ambiente assume que é melhor Portugal manter o controlo da refinaria de Sines

“Do ponto de vista da independência energética é uma solução melhor, vamos ver os mecanismos que existem”, reiterou Maria da Graça Carvalho quando confrontada com as declarações do ministro da Economia.

23 Jan 2026 - 14:25

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Ministra Maria da Graça Carvalho | Foto: Sara Matos / MAEn

Ministra Maria da Graça Carvalho | Foto: Sara Matos / MAEn

A ministra do Ambiente e da Energia garantiu, nesta sexta-feira, que o Governo está coordenado e assumiu que era uma solução melhor se Portugal mantivesse o controlo da refinaria de Sines, mas ressalvou que há regras no mercado.

Questionada pelos jornalistas à margem de uma conferência, em Lisboa, sobre as declarações do ministro da Economia que considerou que seria melhor se a refinaria de Sines continuasse a ser controlada a partir de Portugal, Maria Graça Carvalho assegurou que estão “coordenados a nível do Governo”.

“Do ponto de vista da independência energética é uma solução melhor, vamos ver os mecanismos que existem”, reiterou, sobre a possibilidade de Portugal controlar a refinaria.

No entanto, “estamos num mercado interno com as suas regras, na Organização Mundial do Comércio”, disse, indicando que o acordo entre a Galp e a Moeve é “algo que está a ser estudado e muito acompanhado pelo primeiro-ministro, pelo ministro das Finanças, ministro da Economia” e por si.

Estes quatro membros do Governo vão “ver as ferramentas que existem”, e uma eventual decisão será depois comunicada “em conjunto por todo o Governo”, assegurou.

Esta quarta-feira, o ministro da Economia e da Coesão Territorial considerou que seria melhor se a refinaria de Sines continuasse a ser controlada a partir de Portugal, mas reconheceu que as negociações entre Galp e Moeve decorrem entre duas empresas privadas.

“O Governo foi cauteloso, como deveria ser, e a ministra do Ambiente também foi cautelosa. Disse que houve vantagens e desvantagens, ou vantagens e inconvenientes. Estamos cientes de uns e de outros. Pode olhar-se para esta operação como um copo meio cheio e meio vazio, é melhor assim do que ficarmos sem refinaria”, disse Manuel Castro Almeida na sua participação na conferência 10 Anos Conversa Capital.

O Estado detém, através da Parpública 8,2% do capital da Galp.

Em causa está o acordo não vinculativo assinado entre a Galp e os acionistas da Moeve (ex-Cepsa) – a Mubadala Investment Company, fundo soberano dos Emirados Árabes Unidos, e o fundo norte-americano The Carlyle Group – para avançar com discussões sobre a junção dos respetivos portefólios de ‘downstream’ (refinação, petroquímica e venda de combustíveis) na Península Ibérica.

Nesta plataforma industrial, a Galp terá uma participação minoritária, superior a 20%, enquanto a maioria do capital ficará nas mãos dos acionistas da Moeve. Entre os ativos potencialmente integrados encontra-se a refinaria de Sines, considerada estratégica para o abastecimento energético nacional.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green

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