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Mota-Engil admite abertura do capital de unidade de negócio de mineração

Vice-presidente do grupo, Manuel Mota, admite também a entrada da empresa na exploração mineira em Portugal, mas salienta que "é muito difícil investir quando a realidade ambiental não o permite".

11 Mar 2026 - 18:02

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Foto: Freepik

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O grupo Mota-Engil admitiu nesta quarta-feira a possibilidade de abrir o capital da sua unidade de negócio da mineração durante a apresentação do plano estratégico 2026-2030, que decorreu em Lisboa.

“Estamos a analisar. Não temos nenhum compromisso concreto de abrir capital nessa área, mas têm-nos perguntado se considerávamos abrir, e isso depende das propostas”, disse aos jornalistas o vice-presidente do grupo, Manuel Mota, no final da apresentação do plano “Focus 2030”.

Referiu, contudo, que essa hipótese não está, para já, nos planos do grupo.

Em 2025, o grupo Mota-Engil realizou uma receita de 732 milhões de euros e um EBITDA (resultado antes de impostos, juros, amortizações e depreciações) de 216 milhões no negócio da mineração, que inclui operações de construção (‘contract mining’) em 11 minas e a exploração de sete minas em países como África do Sul e Senegal.

Em relação aos novos projetos nesta área, Manuel Mota anunciou a exportação de ferro a partir de uma mina nos Camarões, um projeto que disse ter “grande potencial, mas também com uma questão logística que é bastante complexa”.

Disse também que o grupo está a considerar investir na Bahia Mineração, uma empresa brasileira que detém a concessão de um projeto integrado com um porto, uma linha férrea e uma mina de ferro, assim como na Argentina, em parceria com o gigante mineiro Rio Tinto.

Manuel Mota admitiu o interesse da Mota-Engil em entrar na exploração mineira em Portugal, mas salientou que “é muito difícil investir quando a realidade ambiental não o permite”.

Para o vice-presidente do grupo, “as questões ambientais têm de mudar para que possa ser atrativo investir” nesta área em Portugal e na União Europeia.

Dando como exemplo o atraso na entrada em funcionamento da mina de lítio prevista para a região do Barroso, o gestor disse que “em qualquer continente já estaria construída mas, na Europa, se calhar, vai precisar de mais 20 anos”.

Admitiu ainda que é “um excelente projeto”, para o qual a Mota-Engil “olhou várias vezes”.

A área de recursos naturais é uma das vias estratégicas para o grupo Mota-Engil, no âmbito do plano estratégico 2026-2030 que prevê um aumento nos próximos cinco anos do volume de negócios dos atuais 5,3 mil milhões para 9 mil milhões de euros, a um ritmo de crescimento de cerca de 11% ao ano.

A meta da construtora de atingir 2030 com “um balanço mais robusto” prevê igualmente uma margem líquida acima de 4%, uma margem de EBITDA superior a 18%, um rácio de solvabilidade superior a 18%, um ‘cash-flow’ equivalente a 25% ou mais do EBITDA, um rácio de dívida líquida/EBITDA abaixo de duas vezes e um rácio CAPEX/volume de negócios de 7%.

A meta para o EBITDA é subir dos atuais mil milhões de euros para 1,6 mil milhões, com um crescimento médio anual de 10%.

Para os acionistas, está previsto entregar 30% a 50% dos lucros.

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green

 

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