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Nova estação fluvial no Parque das Nações avança em 2027 e reforça mobilidade ribeirinha em Lisboa

Projeto prevê novas ligações da Transtejo ao Oriente, a chegada do elétrico 16 E até ao Parque Tejo e um terminal dedicado ao Rock in Rio.

29 Jun 2026 - 08:12

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Lisboa terá uma nova estação fluvial no próximo ano, no Parque das Nações, que será complementar às já existentes, anunciou no domingo a vereadora de Projetos e Obras em Espaço Público do município, Joana Baptista.

“Vamos restabelecer a estação no Parque das Nações [que existiu durante a Expo’98]. [Para que] em 2027 os barcos que vão ao Cais do Sodré e ao Terreiro do Paço venham também ao Parque das Nações”, disse a vereadora Joana Baptista (independente indicada pelo PSD) à agência Lusa e à Rádio Renascença, à margem da conferência de imprensa de balanço do 11.º Rock in Rio Lisboa, que terminou, no Parque Tejo.

Em janeiro deste ano, o presidente da TTSS – Transtejo Soflusa, Rui Ribeiro Rei, referiu que a empresa, que assegura as ligações entre Lisboa e margem sul do rio Tejo, estava a estudar uma possível ligação ao Parque das Nações.

Além disso, ainda de acordo com a vereadora da Câmara Municipal de Lisboa, “vai haver um terminal específico em 2028 para o Rock in Rio”, no Parque Tejo, que “poderá ser provisório”.

“Mas se for bem-sucedido, por que não ficar definitivo?”, questionou.

O Parque Tejo é um recinto ao ar livre em frente ao rio Tejo, próximo da ponte Vasco da Gama, que acolheu em 2023 a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), e para onde o Rock in Rio Lisboa se mudou em 2024, após nove edições no Parque da Bela Vista, na zona de Chelas.

Ainda no âmbito da mobilidade, Joana Baptista recordou o “há muito prometido” elétrico 16 (16 E), que “há de vir do Cais do Sodré até ao limite oriental da cidade”.

“Há de vir aqui até 2029/30, a Carris a trabalhar sobre esse projeto”, referiu, salientando que “tudo isto demora”.

Em maio do ano passado, o presidente do Conselho de Administração da Carris tinha apontado a conclusão do projeto do 16 E para 2028.

Em junho do mesmo ano, Pedro Bogas explicou tratar-se de “uma linha com 12 quilómetros de via totalmente dedicada e que vai ter 18 paragens aproximadamente, e uma excelente velocidade comercial”, prevendo-se o tempo estimado de viagem de 22 minutos, contra os atuais 42.

O elétrico 16 E integra-se no desenvolvimento do projeto designado Linha Intermodal Sustentável (LIOS), sem data prevista de conclusão.

Com esta ligação será possível ter o arco ribeirinho desde o Parque Tejo até Algés (já em Oeiras) todo ligado.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green

 

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